Ministro lamenta "infelicidade de linguagem" no alerta do chefe das Forças Armadas

Gomes Cravinho reconhece que o problema da falta de recursos humanos "é real" mas adianta que "seria erróneo e redutor imaginar que nada está a ser feito".

O ministro da Defesa João Gomes Cravinho lamenta o que diz ter sido uma "infelicidade de linguagem" do almirante Silva Ribeiro, que esta quinta-feira denunciou a falta de recursos humanos nas Forças Armadas do país, a retenção nas carreiras e a diferença entre os salários dos agentes da PSP e GNR e os militares.

Em declarações ao Diário de Notícias , o ministro com a pasta da Defesa reconhece que, apesar da forma como foi retratado, "o problema é real" e até mesmo que "seria erróneo e redutor imaginar que nada está a ser feito".

Por isso, garante, o assunto "tem vindo a ser objeto de atenção permanente" da sua parte, além de ter vindo a ser discutido "no Conselho Superior de Defesa Nacional, na Assembleia da República e no Conselho Superior Militar".

Perante a situação, Gomes Cravinho escolhe reforças que "há dinâmicas de longo de prazo que não se resolvem por decreto", garantindo que há um conjunto de medidas "já em curso". Em relação a estas últimas, a tutela aponta mesmo o dedo à Forças Armadas no que diz respeito à velocidade de execução das mesmas, destacando "o Plano para a Profissionalização que necessita de uma ação diligente" das FA ou "o Regime de Contrato Especial que aguarda indicação dos Ramos para a sua concretização".

Sobre os salários nas Forças Armadas, o ministro recorre ao recente Plano Setorial para a Igualdade para relembrar que "temos ainda insuficientes mulheres nas Forças Armadas".

Esta manhã, o ministro da Defesa disse que se o Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) não concordasse com as medidas do executivo já tinha saído.

"O CEMGFA conhece o seu papel, que reside no cumprimento das medidas [definidas]. Se ele chegasse à conclusão, que não chegou obviamente, que não pode cumprir essas medidas, então sairia. Mas não é essa a situação", afirmou João Gomes Cravinho.

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