Eleições

«Não será possível» governo que una PSD e PS, repete Passos Coelho

O líder social democrata está disposto a uma coligação com o CDS-PP. Numa visita à Ovibeja, disse que um governo do PSD não terá mais de 10 ministros, mantendo-se o da agricultura.

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, esclareceu que, após as eleições, «não será possível» um governo que junte o seu partido ao PS, mas manifestou abertura para coligações com «outras forças partidárias», como o CDS-PP.

«Não será possível ter um governo que junte o PSD e o PS, mas reafirmo que o PSD está aberto a fazer um governo mais alargado, que inclua outras forças partidárias e até pessoas e personalidades independentes», afirmou.

Durante uma visita à feira agropecuária Ovibeja, acompanhado por uma vasta comitiva, o líder do PSD disse também que conta «com o CDS» para esse governo «mais alargado», se «essa for a vontade» do partido liderado por Paulo Portas.

Depois de, à entrada da Ovibeja, ter cumprimentado o dirigente do Partido Trabalhista Português e ex-candidato presidencial José Manuel Coelho, o presidente do PSD percorreu o recinto da feira e foi abordado por muitos visitantes.

Referiu que a sua proposta por «um governo» que «pode tirar o país da crise» e «responder pelo resultado que os portugueses esperam, que é a aplicação de um programa em que nós não podemos falhar».

Questionado sobre o que defende relativamente ao sector agrícola e ao Ministério da Agricultura, Pedro Passos Coelho desenhou o programa eleitoral social-democrata que vai ser apresentado domingo.

«Já disse que formarei um governo com não mais de 10 ministros, o que significa que vamos ter que juntar áreas, mas um desses ministérios terá a agricultura», afirmou, revelando que o ministério vai ser da «agricultura, mar e território».

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