"Nós não perdoamos." Costa ataca candidato de PSD e CDS à Comissão Europeia

Em Mangualde, o líder socialista apontou o dedo a Manfred Weber por tentar aplicar "sanções máximas" contra Portugal. Jorge Coelho quer a direita "punida" nas europeias e Pedro Marques acusa Rangel de ser "deputado fake".

No último dia da pré-campanha para as eleições europeias, António Costa centrou a intervenção que fez, em Mangualde, nos méritos do PS na defesa do "projeto europeu", mas também nas críticas ao "candidato apoiando pela direita" portuguesa e pelo Partido Popular Europeu (PPE) à presidência da Comissão Europeia, o alemão Manfred Weber.

Perante centenas de militantes e simpatizantes socialistas - e num pavilhão em que intervieram também o cabeça de lista do PS o Parlamento Europeu, Pedro Marques, o candidato socialista à presidência da Comissão Europeia, o holandês Frans Timmermans, ou o antigo ministro do PS, Jorge Coelho -, o secretário-geral socialista acusou Manfred Weber de ser um dos principais impulsionadores da austeridade sobre Portugal.

"Nós não podemos perdoar. Nós nunca perdoaremos a quem, depois de nos ter posto sob o jugo da austeridade, ainda nos quis castigar. Nós não desculpamos, nós não perdoamos", afirmou António Costa, que insistiu: "Não podemos ter à frente da Europa quem nos quis castigar e punir, como se a austeridade já não tivesse sido castigo suficiente para Portugal".

Segundo o líder socialista, Manfred Weber "teve desprezo total pela pobreza que cresceu em Portugal" e pelos "milhares de desempregados" que surgiram em plena austeridade.

"Nas próximas eleições, podemos escolher quem vais ser o rosto e líder da Europa nos próximos anos. De um lado, Frans Timmermans, do outro o candidato apoiado por PSD e CDS-PP, que já disse tudo o que pensa sobre Portugal. Nos momentos difíceis e em que precisámos de apoio, o que o senhor Weber propôs foi aplicar sanções na força máxima contra Portugal", disse António Costa.

Ao longo da intervenção, o líder socialista, defendeu que "dar força ao PS [nas eleições para o Parlamento Europeu] é dar força a Frans Timmermans" para substituir Jean-Claude Juncker em Bruxelas, sublinhando: "Conseguimos em Portugal e vamos conseguir na Europa uma grande força progressista para eleger [Frans] Timmermans".

Antes, já o holandês tinha deixado elogios ao primeiro-ministro e secretário-geral do PS, afirmando que os portugueses e os socialistas "têm de estar orgulhosos do que fizeram. "Olhem para os milhares e milhares de empregos que ele criou", disse ainda, referindo-se a António Costa.

PS quer punir a direita e o "deputado fake"

Em Mangualde, o cabeça de lista do PS às eleições europeias, Pedro Marques, aproveitou a ocasião para criticar a direita por "escolher os mesmos de sempre, os do passado e com a receita do passado", mas também para responder ao "número um" do PSD, Paulo Rangel, que acusou o socialista de ser um "candidato fake", escondendo-se atrás de António Costa.

"Paulo Rangel é um deputado fake, fez um relatório legislativo em cinco anos de Parlamento Europeu, não lhe reconhecemos um trabalho relevante para Portugal nem uma medida relevante para os portugueses", disse Pedro Marques, que questionou: "[Paulo Rangel] Tem que explicar que, se tem tantos cargos no PPE, porque razão deixou a direita europeia pedir força máxima nas sanções contra Portugal".

No distrito de Viseu, esteve também o antigo ministro socialista Jorge Coelho, natural de Mangualde, que deixou um apelo relativo às próximas eleições: "A direita tem que ser punida".

"Isto não pode ter acontecido e ficar tudo na mesma. Não pode ter acontecido eles criarem condições para fazer Portugal andar para trás, a nossa vida andar para trás, e ficar tudo na mesma", disse ainda um dos "homens fortes" do PS, que não esqueceu a polémica em torno da recuperação do tempo de serviço dos professores: "É preciso ter coragem para isto! Temos um primeiro-ministro à altura da nossa história e do nosso futuro".

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