O que pensam os candidatos sobre os refugiados? Só três partidos responderam à pergunta

O Serviço Jesuíta aos Refugiados enviou uma carta a todos os cabeças de lista para as europeias. Até ao momento, apenas a CDU, o CDS e o NÓS CIDADÃOS responderam.

Ninguém ficou de fora. Todos os cabeças de lista às eleições para o Parlamento europeu receberam, nos últimos dias, uma carta do Serviço Jesuíta aos Refugiados, com o propósito de inquirir o que pensam os candidatos sobre a questão dos refugiados e dos pedidos de asilo.

Ouvido pela TSF, o diretor geral da instituição, André Costa Jorge, considera este assunto uma questão de interesse nacional. "Entendemos que é dever de uma organização que tem como missão acompanhar, servir e defender os migrantes e os refugiados perguntar àqueles que vão ser os representantes dos portugueses no Parlamento europeu qual é a posição que Portugal e esses representantes devem ter nesta matéria de interesse nacional", justificou o dirigente da organização.

André Costa Jorge pretendia, assim, tornar evidente "a todos os eleitores quais são as propostas que levarão os eurodeputados portugueses para o Parlamento europeu", e mobilizou-se para entender "qual é a nossa resposta enquanto Europa".

Até ao momento, apenas três respostas - da CDU, do CDS, e do NÓS CIDADÃOS - chegaram às mãos de André Costa Jorge, mas o diretor geral do Serviço Jesuíta aos Refugiados espera que, após as eleições, os representantes adotem outra postura em relação aos migrantes e aos refugiados.

"Nós gostávamos que o Parlamento europeu caminhasse para uma atitude bastante mais humanista do que aquela que teve nos últimos anos", manifestou o remetente da mensagem aos políticos. "Gostávamos que algumas propostas que a organização de proteção dos migrantes avançaram fossem assumidas também, e acompanhadas pelas grandes famílias políticas no Parlamento europeu", concretizou.

Contudo, o futuro não é claro, até porque, "pelo que me é dado a perceber pelas movimentações políticas, tenho alguma preocupação naquilo que será o futuro quadro dos partidos".

A "presença de posições nacionalistas e xenófobas, de certo modo", é o que mais alarma o Serviço Jesuíta aos Refugiados, que realça: "É de prever a subida destas posições políticas, mas tudo faremos para que não prevaleçam".

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