PAN não traz "novidade nos seus objetivos"

Jerónimo de Sousa lançou duras críticas ao PAN no dia em que apresentou as linhas gerais do que será o programa eleitoral do partido para as próximas legislativas.

Jerónimo de Sousa acusa o PAN de "passar de partido animalista para partido ecologista", salientando que "a novidade dos objetivos do partido não existe". São declarações do secretário-geral do PCP, ao início da tarde, numa conferência de imprensa na qual apresentou as linhas gerais do que será o programa eleitoral do partido para as próximas legislativas.

Questionado pelos jornalistas sobre se o principal objetivo do PCP é impedir uma maioria absoluta do PS ou uma solução governativa dos socialistas com o PAN, Jerónimo de Sousa salientou que o objetivo é reforçar o PCP e deixou algumas críticas ao partido Pessoas Animais Natureza.

" [O PAN] conseguiu, de facto, criar a ideia que chegou e passou de partido animalista para partido ecologista. Dá impressão que chegou agora a grande descoberta das soluções ambientais e ecológicas. Ora, eu trazia aqui o conjunto de iniciativas que o PCP, durante estes períodos, em relação ao ambiente, à ecologia, à defesa da floresta e a medidas estruturais que propusemos. Muitas delas não passaram na Assembleia da República, mas a novidade pode estar no partido. A novidade nos seus objetivos não existe."

Noutro plano, Jerónimo de Sousa avisou que o PCP só aceitará integrar uma eventual solução de Governo se as ideias que o partido defende puderem ser postas em prática. O líder dos comunistas sublinhou que o PS não conseguiu dar resposta a muitos dos problemas das pessoas, o secretário-geral comunista já deu pistas do que o partido vai levar a votos.

Avançar com um programa ambicioso de financiamento do investimento público, dar prioridade a programas de investimento na saúde e nos transportes e tornar a valorização dos salários uma emergência nacional são os objetivos do PCP.

"A assunção desta emergência salarial com o objetivo nuclear exige o aumento geral dos salários para todos os trabalhadores, a valorização das profissões e carreiras, com um aumento significativo do salário médio, um aumento do salário mínimo nacional para os 850€ e a convergência progressiva com a média salarial da zona euro"

Garantir a recuperação pública de setores estratégicos, avançar com a regionalização e reforçar o combate à corrupção são outras das medidas que Jerónimo de Sousa considera essenciais para a próxima legislatura, haja ou não alianças com o PCP, já que primeiro é preciso conhecer a contagem dos votos e a resposta a várias perguntas: "Um Governo para quê? Um Governo para executar que política?"

O secretário-geral comunista salientou que para o PCP não vale o poder pelo poder e que o PS não se libertou de constrangimentos, sendo mais papista que o papa em relação ao défice. Por isso, disse, há que esperar:

"Como diz o nosso povo: é ao pé do pano que se talha a obra. Nós apresentamo-nos aos eleitores com o nosso programa, naturalmente, os outros farão o mesmo e é neste quadro que decidiremos, com esta garanti: Se é para andar para trás não contarão com o PCP", rematou.

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