Partidos querem Governo a esclarecer negócio do SIRESP

Bloco de Esquerda, PCP e PSD criticam os moldes do negócio da compra do SIRESP.

As reações dos partidos ao relatório do grupo de trabalho que analisou o SIRESP está reunir os partidos em torno de um objetivo comum: ver o negócio da compra da rede de emergência nacional esclarecido pelo Governo.

O Bloco de Esquerda quer que o Governo explique os contornos do negócio e deixa, através da deputada Sandra Cunha, uma questão dirigida ao Executivo.

"Porque é que o Estado e o Governo não exigiram à Altice que fizesse aquilo que lhe competia na altura devida? E porque é que não houve sanções sobre os vários incumprimentos e várias falhas que foram detetadas, não só nos incêndios de 2017 como também as posteriores e até as anteriores, visto que desde o início do funcionamento do SIRESP se dá conta de várias falhas?", questionam os bloquistas.

Já o PCP, através do deputado Jorge Machado, sublinha que as conclusões do relatório comprovam que a Parceria Público-Privada é representativa da falência da política de direita em prejuízo do erário público.

"A cereja no topo de bolo é o Estado pagar sete milhões de euros por uma rede claramente obsoleta e que precisa de investimento público avultado. É ainda mais escandaloso que, depois disto tudo e quando a solução técnica, moderna, eficaz e que não depende de privados aponta para um investimento de entre oito a dez milhões de euros que já devia ter sido feito há dez ou 20 anos atrás", defende o deputado.

Assim, entende, esta é a prova de que "a PPP SIRESP é a falência da política de direita que aposta em PPP para promover negócios milionários para os privados e em claro prejuízo para o erário público".

Da parte do PSD também são levantadas algumas preocupações. A deputada social-democrata Emília Cerqueira explica que uma delas é tentar entender "muito bem" todos os contornos do negócio da compra do SIRESP.

"Mais do que os custos, os portugueses têm direito a saber quais foram os critérios e como foram feitos. Mas, acima de tudo, está a segurança dos portugueses para que situações como a de 2016 no Sardoal, as de 2017 e até a de Monchique, em 2018, não voltem a repetir-se, para que os portugueses possam estar mais descansados neste negócio e o Governo esteja preparado para assumir as suas responsabilidades", atira a deputada.

Soube-se esta quinta-feira que, depois de ter pago 7 milhões de euros pela compra do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), o Estado português vai ter ainda de gastar entre 20 a 25 milhões de euros para garantir que a rede é mais segura, mais moderna e menos dependente de empresas privadas.

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