Portugal

Passos Coelho acusa PCP de ser «instigador de violência»

O primeiro-ministro acusou os deputados do PCP de instigar à violência, depois de o secretário-geral comunista ter classificado o OE 2013 de «roubo» e «saque».

O primeiro-ministro acusou, esta sexta-feira, os deputados do PCP de serem «instigadores de atitudes de maior violência em Portugal» por causa das críticas duras lançadas pelos comunistas contra o Orçamento de Estado para 2013.

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Para Passos Coelho, ao acusar o Governo de roubar, o PCP torna-se «cúmplice para não dizer instigador de atitudes de maior violência que possam ocorrer em Portugal».

No debate quinzenal, Passos Coelho lamentou que o líder comunista dê «cobertura a deputados da sua bancada», que «zurzem contra o Governo com expressões ofensivas e atentatórias da honra política de quem faz parte do Governo».

Referindo às acusações de «roubo» e «saque» aos trabalhadores feitas «repetidamente» por deputados do PCP, o chefe do Governo disse que estas «expressões podem ser entendidas em Portugal como convite à violência no nosso país».

Antes, o líder comunista tinha classificado a versão preliminar do Orçamento de Estado para 2013 como uma «marretada na vida dos portugueses», tendo criticado Passos Coelho pelo facto de «vir aqui depois dar palmadinhas nas costas».

Dirigindo-se a Passos Coelho, Jerónimo de Sousa disse que o chefe do Governo «estava a pensar que lixem os portugueses e o país e até admito que pense que se lixe o seu partido e a maioria», porque «o que é preciso é concluir este plano de saque».

Jerónimo de Sousa acusou Passos Coelho de «dobrar a parada dos sacrifícios, mesmo caminhando para o desastre» e classificou o orçamento de «saque aos portugueses, aqueles que vivem do seu trabalho, reforma pensão ou pequeno negócio».

«O Governo ultrapassa todos os limites da desumanidade, da indignidade política neste ataque ao povo», afirmou o deputado, que acusou Passos Coelho de ser «violento» ao impor medidas que deixam portugueses «sem saber o que fazer no futuro».

«Violenta e agressiva é esta política que está a fazer tanto mal ao país aos portugueses», concluiu Jerónimo de Sousa.