Passos: Visita à Madeira «não é para caucionar ou descaucionar» Jardim

O primeiro-ministro chegou hoje ao Funchal para participar no encerramento do congresso do PSD-Madeira. À chegada, fez questão de sublinhar que se trata apenas de uma viagem de solidariedade.

«A minha presença aqui nem é para caucionar nem é para descaucionar. É uma presença como presidente do PSD, solidária e amiga. Sou presidente do PSD em termos nacionais e venho aqui trazer uma mensagem de apoio do partido. Em termos nacionais, como primeiro-ministro, a conversa é outra, rege-se por outros parâmetros», esclareceu Passos Coelho.

O primeiro-ministro, na chegada à madeira, revelou ainda que vai ter uma reunião com Alberto João Jardim e membros do Governo Regional, antes do encerramento do congresso do PSD-Madeira marcada para as 15:00.

Pedro Passos Coelho deixou também elogios ao esforço da Madeira para cumprir o plano de ajustamento.

«Até hoje, o Governo Regional tem cumprido com os termos que foram acordados com o Governo da República e, nessa medida, o que podemos desejar é que este nível de comprometimento se mantenha porque ele é essencial para o país no seu conjunto, mas para a Madeira também, alcançar o fim da crise e poder pensar no futuro com mais otimismo», declarou Passos Coelho.

Questionado sobre as negociações relativas a «um possível cheque extra» de mil milhões de euros para Portugal no âmbito do orçamento comunitário plurianual para 2014 - 2020, Passos Coelho escusou-se a revelar pormenores.

O primeiro-ministro relembrou apenas que o presidente do Conselho Europeu, van Rompuy, «apresentou uma proposta em que incluía um cheque adicional oferecido a Portugal no valor de mil milhões de euros», cabendo 100 milhões para a Madeira e 900 milhões para Lisboa.

«Nós demos conta ao presidente do Conselho Europeu que gostaríamos de ver uma distribuição diferente e não quero, agora, entrar aqui em pormenores porque como sabem não foi possível chegar ainda a um entendimento quanto a essa matéria com os 27 países, não faz sentido, de aqui até janeiro, andarmos a acrescentar em termos públicos pormenores sobre as negociações que estamos a desenvolver», argumentou.

A nova proposta colocada em cima da mesa por van Rompuy, que deve ser reformulada até à próxima cimeira sobre o orçamento da União Europeia (UE), provavelmente no início de 2013, mantém uma redução do envelope global em cerca de 80 mil milhões de euros, comparativamente à proposta original da Comissão Europeia.

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