Paulo Rangel admite que foi infeliz quando falou em votos fúteis

O candidato reconheceu que usou uma expressão "infeliz" durante a campanha.

"Não me custa nada reconhecer. Realmente a palavra fútil é infeliz". Foi desta forma que Paulo Rangel admitiu que usou uma expressão menos conseguida durante a campanha eleitoral, numa tentativa de apelar ao voto no PSD.

Perante os candidatos do PS, Bloco de Esquerda, CDU e CDS, no último debate transmitido pela RTP, Paulo Rangel deixou uma garantia: "Respeitamos profundamente a vontade dos portugueses". Mas o argumento não convenceu o socialista Pedro Marques, que o acusou de ser "manipulador" e de "faltar à verdade".

Numa arruada em Esposende, o cabeça de lista social-democrata ao Parlamento Europeu, t inha defendido que um voto "fora do PSD seria um voto "fútil".

"Se querem derrotar António Costa só há uma alternativa e essa alternativa é votar no PSD. Todo o voto fora do PSD é um voto fútil, todo o voto no PSD é um voto útil", disse.

Um dos temas que mais aqueceu o debate foi o resultado da última sondagem da Católica para a RTP e o Público, que dá a vitória ao PS com uma vantagem de 10 pontos em relação ao PSD. De resto, a sondagem estima que os sociais-democratas tenham o pior resultado de sempre em eleições nacionais.

Questionado sobre as estimativas, Rangel sublinhou o que defende o partido no que diz respeito a sondagens. "Temos sempre o mesmo discurso e atitude, que é relativizar", afirmou

A mesma sondagem dá como certa a possibilidade de o Aliança e o PAN elegerem um eurodeputado, o que seria uma estreia de ambos os partidos no Parlamento Europeu.

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