Programa eleitoral do PSD assente em projeção macroeconómica própria

Sociais-democratas vão divulgar esta terça-feira as linhas económicas nas quais sustentam medidas programáticas. Programa final divulgado no final do mês.

Com a responsabilidade orçamental na agenda, o PSD vai apresentar esta terça-feira as projeções macroeconómicas nas quais vão assentar todas as medidas setoriais do programa com que vai a votos no dia 6 de outubro.

Este vai ser o ponto de partida para que o PSD comece a divulgar as linhas do programa que está a ser ultimado pelo vice-presidente do PSD David Justino e que deverá ser conhecido no final do mês de julho.

Se até agora o programa está no segredo da direção social-democrata, os nomes que vão fazer parte das listas sociais-democratas já começaram a ser divulgados , nomeadamente os dos cabeça-de-lista.

Rui Rio escolheu caras desconhecidas da maioria e inexperientes nas lides parlamentares para encabeçarem alguns dos círculos mais importantes para o PSD por representarem dois terços do seu eleitorado: Lisboa, Porto, Braga, Aveiro, Leiria, Coimbra.

Filipa Roseta foi a eleita por Lisboa e Hugo Carvalho segue como número 1 pelo Porto. Já por Braga é indicado André Coelho Lima, Ana Miguel Santos é a cabeça de lista por Aveiro, Margarida Balseiro Lopes representa Leiria e Mónica Quintela encabeça a lista por Coimbra.

Nomes que representam uma "revolução" - é o próprio partido quem o escreve na página oficial - e são justificados por Rui Rio como uma aposta "em nome do futuro coletivo". "Temos de ser capazes de conciliar a ponderação e a experiência com a força e a ambição da juventude. Sem ruturas nunca se conseguem rasgar novos horizontes. Sem ruturas enquistamos e paralisamos", escreveu o presidente do PSD no Twitter.

Ruturas com os críticos?

Esta é a grande questão em cima da mesa. As distritais têm até esta segunda-feira, 1 de julho, para entregar à Comissão Política Nacional a lista dos nomes indicados pelas concelhias.

Apesar de algumas distritais só se reunirem em cima do prazo estipulado pelo partido, são já vários os nomes de desalinhados com a direção que foram indicados pelas respetivas concelhias e que seguem para decisão do presidente do partido.

São os casos de Maria Luís Albuquerque ou Bruno Vitorino por Setúbal, Pedro Pinto, Miguel Pinto Luz ou Matos Rosa por Lisboa, ou até Hugo Soares por Braga.

A ponderação vai ser feita pelo presidente do partido que ainda vai reunir com as distritais a partir do dia 8 de julho para fechar as listas no Conselho Nacional que será no final do mês.

Que critérios vão presidir à escolha só Rui Rio saberá, no entanto, alguns dos nomes podem ser vetados se o presidente seguir à risca os critérios aprovados pela direção. Esses critérios estabelecem que os nomes indicados devem concordar com a orientação estratégica da Comissão Política Nacional e ter disponibilidade para cooperar de forma politicamente leal e solidária.

A dúvida fica, para já no ar, e vai ser desfeita no final do mês de julho.

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