Programas escolares vão incluir mais cultura

Para evitar falhas, será criado um índice que avaliará as medidas que serão aplicadas.

O sistema de ensino vai mudar, para incluir mais cultura nos programas curriculares. O Plano Nacional das Artes para os próximos cinco anos, debatido pelos ministros da Cultura e da Educação, tem, de acordo com o comissário da estrutura de missão que coordena o plano, objetivos ambiciosos.

Paulo Pires do Vale explicou à TSF que a ideia é aproximar a cultura dos cidadãos, a começar pelos mais novos, logo nas escolas.

"A introdução nas escolas e a mudança do próprio sistema educativo, utilizando o património das artes como formas pedagógicas, sem obviamente as querer domesticar, só poderá acontecer se alterar também o contexto em que as escolas funcionam", advertiu, no entanto, o também presidente da Associação Internacional de Críticos de Arte.

Para isso, Paulo Pires do Vale considera essencial "criar um índice, tal como existe um índice de impacto ambiental", para que haja uma "responsabilização de todos pelo que é comum".

"Entender a cultura como algo que não é apenas de elite, mas o ambiente no qual estamos inseridos, o nosso quilómetro quadrado", é, por isso, fulcral, na perspetiva do comissário da estrutura de missão que coordena o plano.

Os alunos passarão a ter um maior envolvimento nas atividades culturais, e, como explicou Paulo Pires do Vale, para evitar falhas, será criado um índice para avaliar as medidas que serão aplicadas.

O Plano Nacional das Artes vai ser válido até 2024, mas o Governo admite alargar a estratégia por mais cinco anos.

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