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Protesto ao som de "Grândola, Vila Morena" não choca ministra da Justiça

A ministra da Justiça disse hoje, em Coimbra, não ficar chocada com os protestos - que são um apelo - feitos ao som de "Grândola Vila Morena», mas que a choca que «alguém não deixe que outra [pessoa] se exprima».

O protesto, com «respeito pelos direitos de terceiros, cantando canções de intervenção, em particular 'Grândola, Vila Morena', que tem, para nós, um simbolismo e está indissoluvelmente ligada à democracia, não me choca», afirmou Paula Teixeira da Cruz.

A ministra falava aos jornalistas, depois de se ter reunido, durante cerca de uma hora, numa unidade hoteleira de Coimbra, com a vice-presidente da Comissão Europeia (CE), Viviane Reding, que hoje e sexta-feira está naquela cidade.

«As pessoas cantarem 'Grândola, Vila Morena' significa que estão a apelar, e é preciso entender esses apelos, neste momento difícil, neste momento duro», acrescentou a ministra, afirmando que «preocupação» lhe dá «toda a situação em que o país foi deixado», isso é que a preocupa, sublinhou.

«As manifestações são legítimas, tão legítimas como o direito de [as pessoas] se exprimirem», sustentou ainda Paula Teixeira da Cruz.

Depois de se afirmar da «geração de 'Grândola, Vila Morena'», a governante considerou que «esta, como outras canções, fazem parte de um património cultural que não é exclusivo de ninguém».

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