Santana Lopes diz que foi difícil convencer Portas a ficar no Governo

Pedro Santana Lopes diz acreditar mais neste Governo remodelado e confessa que foi uma das pessoas que convenceu, com muita dificuldade, Paulo Portas a manter-se no Executivo.

O atual provedor da Santa Casa da Misericórdia conta, nesta entrevista ao Diário Económico, que durante a última crise no Governo existia muita tensão acumulada, foi quase como uma panela de pressão.

Pedro Santana Lopes diz ainda que foi muito difícil convencer Paulo Portas a ficar no Governo e garante que o atual vice-primeiro ministro recuou pela pátria e não porque queria mais poder.

Sobre a saída do Governo do antigo ministro das finanças, Vítor Gaspar, Pedro Santana Lopes considera que a carta despedida foi um erro, afirma mesmo que a referência à questão da liderança foi de mau gosto e diz que um ministro quando sai não trata mal o seu primeiro-ministro.

Nesta entrevista, Santana Lopes não exclui ser candidato à Presidência da República. Afirma que com a vida aprendeu a não excluir nada.

Entende ainda que o atual sistema presidencial é propício a criar instabilidade. Defende que o sistema põe nas mãos de um presidente, de uma pessoa, a possibilidade de mandar embora uma maioria eleita pelos portugueses. E se um presidente convoca eleições a meio de um mandato ganha sempre a oposição.

Questionado sobre a interrupção da sua legislatura em 2004, o antigo primeiro-ministro diz que só foi possível porque o sistema é batoteiro. Afirma que ainda está sem saber quais os episódios que justificaram a decisão de Jorge Sampaio e considera que Cavaco Silva é muito mais condescendente do que o antecessor.

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