Governo

Sócrates indignado com comentários sobre execução orçamental

Em resposta às dúvidas da oposição sobre os dados da execução orçamental de Janeiro, José Sócrates disse não entender como é que há quem fique desagradado com boas notícias.

«Não percebo porque é que alguém mostra azedume quando os números são bons. Todos aqueles que se empenham para que Portugal ultrapasse as suas dificuldades deviam rejubilar-se com bons números de execução orçamental. Não percebo porque é que algum líder fica mal disposto quando os números são bons», disse.

A Direcção-geral do Orçamento divulga, esta segunda-feira, os números da execução de Janeiro, mas já se sabe que o défice reduziu em 58,6 por cento para os 281, 8 milhões de euros.

No sábado, em Viseu, o líder do PSD, Pedro Passos Coelho criticou o que disse ser a «nova modalidade de divulgar os dados da execução orçamental», numa referência à manchete do Expresso - "Défice trava a fundo em Janeiro", que dava conta de que este passou de 680 para 281 milhões de euros.

Já Jerónimo de Sousa, do PCP, disse que a redução do défice das contas públicas foi conseguida à custa do corte dos salários dos trabalhadores da administração pública, enquanto Francisco Louçã atribuiu-a à recessão económica e a medidas como os cortes nos apoios sociais e não ao facto de o Estado estar a usar melhor o dinheiro.