"Votaram sem saber o que estavam a votar. Emendem os erros que cometeram"

O primeiro-ministro não deixou a direita sem resposta. Garante que o PS irá votar contra a proposta aprovada que prevê a recuperação do tempo integral de serviço na carreira dos professores.

Depois de ouvir o recuo do CDS e do PSD, António Costa não perdeu tempo. Num jantar em Campo Maior, no distrito de Portalegre, convidou Rui Rio e Assunção Cristas a corrigirem os erros que cometeram.

"Votaram sem saber o que estavam a votar, têm uma solução muito simples: quando a votação chegar ao plenário, votem contra e emendem o erro que cometeram, votando o que não sabiam no que estavam a votar", disse o primeiro-ministro, que não ficou por ali. "Não viabilizem uma proposta que coloca em causa as nossas finanças públicas e a nossa credibilidade internacional".

António Costa acusou ainda PSD e CDS de querer "enganar" os portugueses e, sobretudo os professores. "Virem agora falar de travões e de condicionantes é confessar aquiilo que verdadeiramente era o seu projeto: uma mão cheia de nada para os professores e uma enorme conta calada para todos os portugueses terem de pagar".

O chefe do Governo admitiu que o voto do PS irá manter-se contra a proposta em plenário, referindo que o partido rege-se pelo equilíbrio das finanças públicas.

"Cada medida que adotámos ao longo destes três anos, avaliamos previamente. Nós sabíamos que o diabo não vinha porque tínhamos as contas feitas, e sabíamos que era um compromisso que podíamos honrar. E sempre que podíamos, íamos mais longe", afirmou o primeiro-ministro. "Comprometemo-nos em 2018 a descongelar todas as carreiras da administração pública. (...) Mas nunca dissemos que isso significava recuperar todo o tempo perdido", sublinhou António Costa, que falou depois aa confiança conquistada em Portugal.

"Temos de seguir em frente, com passos certos e segurança. Até pode ser que alguns não nos compreendam e venhamos a perder alguns votos. Mas mais importante é a confiança que conseguimos". E usando o trunfo que era até agora uma bandeira da direita, Costa não hesitou: "Acabámos com o mito de que o PS não era o partido das contas certas. E isto deu muito trabalho a construir".

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