Isabel Meireles diz que Montenegro escolheu mau 'timing' para anunciar candidatura

A vice-presidente do PSD admite, no entanto, que Luís Montenegro poderá ser um bom candidato à presidência do partido.

A vice-presidente do PSD, Isabel Meireles, considera que a candidatura de Luís Montenegro à liderança do partido já era esperada, mas estranha o momento para o anúncio da decisão. Em declarações à TSF, Isabel Meireles considera que o social-democrata escolheu mal o 'timing' para revelar que é candidato.

"O anúncio não foi surpreendente, o 'timing' sim - justamente num dia em que muita coisa se vai passar, muita coisa mediática, em que as notícias estão ocupadas com a Assembleia da República, que vai começar a XV legislatura, com a eleição certa de Augusto Santos Silva como presidente da Assembleia da República e também o jogo [de futebol] de Portugal com a Macedónia, que nos vai permitir, eventualmente, ir até ao Mundial. [Há] demasiados factos políticos e desportivos", declara a vice-presidente do PSD, que considera que Luís Montenegro será engolido por uma "enxurrada" de acontecimentos.

O antigo líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, confirmou, esta manhã, que será candidato a presidente do partido nas próximas eleições diretas, marcadas para 28 de maio. Esta será a segunda vez que Luís Montenegro se candidata à liderança do PSD, depois de ter disputado o lugar em janeiro de 2020, perdendo para o atual presidente, Rui Rio.

Questionada pela TSF, Isabel Meireles afirma que ainda é cedo para tomar uma decisão sobre quem apoiará na corrida à liderança do PSD, mas admite que Montenegro pode ser um bom candidato.

"Tem experiência parlamentar, tem experiência política, já sofreu alguns desaires, o que também é importante para quem quer ter experiência... Sim, parece-me um bom candidato", reconheceu a social-democrata, ressalvando que irá aguardar, primeiro, que todos os candidatos avancem, antes de tomar decisão sobre quem apoiará.

Luís Filipe Montenegro Cardoso de Morais Esteves, de 49 anos, é advogado de profissão, tendo-se destacado como deputado e na liderança parlamentar do PSD, cargo que assumiu após a vitória de Pedro Passos Coelho nas legislativas, em junho de 2011, e onde se manteve até 2017. Deixou o Parlamento em abril de 2018, 16 anos depois de tomar posse como deputado, em 2002.

As eleições diretas para escolher o sucessor de Rui Rio na presidência do PSD foram marcadas em Conselho Nacional para o dia 28 de maio e o Congresso irá realizar-se entre 1 e 03 de julho, no Porto.

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