"Já decidi." Marcelo vai a Paris 2024 "quem quer que seja o primeiro-ministro"

Chefe de Estado recebeu esta tarde a comitiva portuguesa que vai participar nos Jogos Paralímpicos de Tóquio e confessou-se "defraudado" por não poder assistir às provas de forma presencial. Por isso, os próximos jogos - Olímpicos e Paralímpicos - estão reservados para Marcelo.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, assinalou que os atletas paralímpicos portugueses que vão partir para Tóquio terão de ser "ainda melhores para serem os melhores" nos Jogos Paralímpicos, que decorrem de 24 de agosto a 5 de setembro e garantiu desde já que vai estar presente nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Paris, em 2024, "quem quer que seja o primeiro-ministro".

"Tenho um lamento: este ano tínhamos combinado que o senhor primeiro-ministro ia aos Olímpicos e eu ia aos Paralímpicos", algo que foi impossível de concretizar.

"Já decidi que daqui a quatro anos - espero que não me aconteça nada do ponto de vista de saúde - irei aos Olímpicos e aos Paralímpicos, quem quer que seja o primeiro-ministro. O primeiro-ministro terá de se ajustar a isso, vou até ao limite dos poderes presidenciais", anunciou, perante as gargalhadas audíveis do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

No Picadeiro Real, onde recebeu a comitiva portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa aproveitou para enviar um abraço ao presidente do Comité Olímpico de Portugal, José Manuel Constantino "pelo sucesso na presença dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020".

"Têm de ser ainda melhores para serem os melhores"

"Estamos a viver um grande ano para o desporto olímpico e paralímpico português", em que as dificuldades foram convertidas em sucessos, depois de "um ano mais de espera" devido à pandemia que adiou os jogos, assinalou o chefe de Estado, assinalando ainda que "preparar para quatro anos não é preparar para cinco anos", tal como acabou por acontecer devido ao adiamento das provas causado pela Covid-19.

Dirigindo-se aos atletas paralímpicos, o Presidente da República disse esperar que as provas que começam daqui a pouco menos de duas semanas sejam "a continuação do percurso de sucesso", nuns jogos que "só são possíveis pelos esforços dos profissionais da reabilitação e da saúde pública"

A presença em Tóquio, argumentou, não é "apenas dos melhores, mas dos melhores que têm de ser ainda melhores para serem os melhores. Se já é difícil ser-se dos melhores olímpicos porque a competição é cada vez mais complexa", então é "ainda mais difícil ser-se dos melhores dos melhores paralímpicos".

Em Portugal, descreveu, a luta dos atletas paralímpicos "foi mais difícil" porque é "cultural, de uma sociedade que tem de olhar-se ao espelho e aceitar-se como é. Isso é que é verdadeiramente construir uma democracia social e uma igualdade social".

O espírito de equipa, assinala o Presidente da República, e a capacidade de "ultrapassar tudo e todos" são uma luta "pela afirmação patriótica, que é muito mais do que uma afirmação meramente nacionalista".

"Aceitamos o mundo e defendemos a abertura ao mundo. O patriotismo é, ele próprio, uma maneira de viver a sua pátria de maneira inclusiva, fraterna e justa", sublinhou também o Presidente da República, reforçando a mensagem contra o racismo e xenofobia que já tinha deixado no dia em que Pedro Pablo Pichardo venceu o ouro olímpico em Tóquio.

Já a pensar no futuro, Marcelo assinalou que mais importante do que o momento da partida, "é o momento do regresso, ocasião para testemunhar o agradecimento e gratidão por tudo o que foi feito" e aproveitou ainda para desafiar José Manuel Constantino a reunir os atletas olímpicos numa cerimónia a combinar.

Sobre o que aí vem, o Presidente da República defendeu que ficar a "dois ou três lugares da medalha, é sucesso", tal como ficar "a sete ou oito, é sucesso" e ainda que se se atinge "uma medalha, é sucesso".

"Agradeço-vos do fundo do coração em nome de todos - mas todos - os nossos compatriotas. Viva Portugal", concluiu o Presidente da República, aplaudido.

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