Jerónimo "de fugida" avisa que se opõe a revisões constitucionais

PCP volta a avisar que se opõe a revisões constitucionais vindas da direita numa sessão da JCP, em Lisboa, onde se esquivou a perguntas dos jornalistas sobre a guerra.

Ainda os jovens comunistas gritavam "25 de Abril sempre" no auditório do Lisboa Ginásio Clube e já Jerónimo de Sousa estava a entrar no elevador para ir embora, sem dar tempo aos jornalistas para se aproximarem. Afinal, o tema hoje era Constituição da República Portuguesa e as perguntas não estavam para aí dirigidas.

Um dia depois de a líder parlamentar comunista ter considerado como um insulto as palavras de Zelensky a evocar o 25 de Abril, Jerónimo de Sousa não apareceu disposto a comentar o caso, vem a público lembrando a revolução e a Constituição que se seguiu, opondo-se claramente a quaisquer revisões vindas da direita.

"Na legislatura que agora se iniciou, a Assembleia da República tem poderes de revisão constitucional e a direita já anunciou o seu propósito de abrir um novo processo de revisão, tal como tentou em 2011", começou por dizer o secretário-geral do PCP para concluir que o partido assumirá, "como sempre", uma posição contra e um "papel de defesa da Constituição e dos valores que dela emanam e opor-se-á a quaisquer tentativas para os subverter".

Já sobre a situação internacional, nada. Ou melhor, uma referência aos princípios estabelecidos na mais importante lei do país. "Nela se estipulam os justos princípios que devem nortear as relações internacionais e pelas quais Portugal se deve reger - os princípios da igualdade entre os Estados, da solução pacífica dos conflitos e da não-ingerência nos assuntos internos de outros Estados, o desarmamento e a dissolução dos blocos militares", vincou o líder comunista.

De resto, esta é uma posição que já tinha sido abordada um pouco mais afoitamente por um dirigente da juventude comunista ao abordar que vale a pena lutar pelo cumprimento da Constituição e que "ganha especial importância face à atual situação internacional".

"A Constituição define o posicionamento que Portugal deve assumir nestes conflitos, um posicionamento orientado pela paz, pelo cumprimento dos mecanismos que permitam resolver a guerra por via política e diplomática. Contudo, é apenas o PCP o partido que luta pela paz, que cumpre este desígnio e a partir de uma campanha anticomunista o procuram isolar", concluiu o dirigente da JCP Afonso Beirão numa sessão em que as palavras "Ucrânia" ou "Rússia" foram ditas um total de zero vezes.

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