Jerónimo desafia e Costa promete negociar com PCP "sem espalhafato"

Líder do PCP insistiu que a abstenção do partido, nesta fase, destina-se a permitir o debate na especialidade.

O secretário-geral do PCP desafiou esta terça-feira o primeiro-ministro a dizer se quer convergir com os comunistas em matérias como valorização dos serviços públicos e teve como resposta o apelo para uma negociação do Orçamento "sem espalhafato".

No debate, na generalidade, do Orçamento do Estado de 2021, no parlamento, Jerónimo de Sousa insistiu que a abstenção do partido, nesta fase, destina-se a permitir o debate na especialidade e enumerou uma série de matérias em que desafiou "o Governo e o PS" a dizer se aceitou "convergir".

O líder comunista deu o exemplo, do aumento geral dos salários à valorização da proteção social, do aumento do subsídio de desemprego ao alívio da "maior fiscal".

Na resposta, António Costa admitiu que, no debate na especialidade, nem o PS nem o Governo "vai convergir com tudo", até porque, se isso acontecesse: "um de nós estaria na bancada errada".

Recordou que, a exemplo do que aconteceu "ao longo dos últimos anos" em que "foi sempre possível fazer trabalho sério, sem espalhafato, para encontrar respostas", agora antecipar que se continue a "trabalhar com a mesma seriedade e determinação" neste orçamento.

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de