Jerónimo e Heloísa em defesa do Pinhal de Leiria e empenhados no longínquo mandato CDU

Jerónimo de Sousa pediu mais investimento para recuperar o Pinhal de Leiria, depois de 80% desse território ter desaparecido nos incêndios de 2017.

O líder comunista defendeu esta terça-feira mais investimento e meios humanos e materiais para a defesa da floresta, no Pinhal de Leiria, e mostrou-se confiante na eleição da deputada ecologista Heloísa Apolónia naquele difícil círculo eleitoral.

A dirigente e líder parlamentar de "Os Verdes", na Assembleia da República há sete legislaturas, desde 1995, é a cabeça de lista da CDU por Leiria, um distrito onde comunistas e ecologistas não conseguem qualquer mandato há mais de 30 anos, desde 1985.

"Com o empenhamento e acordo de Heloísa Apolónia, consideramos que é um desafio. Não há nenhum combate que se vença sem ser travado. Tendo em conta essa disponibilidade e as causas que tem abraçado, consideramos que é uma aposta forte. Não pensem nisso. Garanto que não. Não foi obrigada, antes pelo contrário, mostrou foi uma ampla disponibilidade", disse Jerónimo de Sousa, rejeitando a ideia de uma despromoção da parlamentar do PEV.

Heloísa Apolónia justificou a candidatura por Leiria pela "ligação" criada ao distrito no presente mandato, em virtude da infeliz "tragédia dos fogos florestais de 2017 e suas consequências", prometendo continuar a acompanhar e "ser a voz" daquela população na Assembleia da República na próxima legislatura.

"Uma grande confiança e grande determinação", afirmou, garantido estar a recolher ao longo das últimas semanas "muita simpatia e reconhecimento pelo trabalho realizado" nas ruas do distrito.

A dirigente ecologista lembrou ainda a proposta efetuada no último Orçamento do Estado, de 10 milhões de euros para a mancha florestal da região, que acabou "chumbado por PS, PSD e CDS-PP".

"Esta iniciativa é importante para não esquecer o facto deste património riquíssimo, ligado à nossa história, ter visto desaparecer 80% da mata e do pinhal. É profundamente doloroso. Aplica-se de facto a expressão ?de coração ainda a arder e a sangrar' pela perda que existiu, mas que é recuperável", continuou Jerónimo de Sousa, recordando que o Governo anterior, PSD/CDS-PP, fez um "corte de 150 milhões de euros de apoios à floresta", responsabilidade da então ministra da tutela e atual presidente democrata-cristã, Assunção Cristas.

A caravana da CDU visitou o pinhal junto à Praia da Vieira, o Samouco, e a Mata Nacional de Leiria, junto à Ponte Nova sobre o ribeiro de Moel.

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