João Ferreira quer afetos para "os imprescindíveis deste país"

Na capital do vidro, o candidato alertou para aquilo a que chama de contrassenso no discurso do governo e as políticas implementadas sobre a demografia e o apoio às jovens famílias.

Em dia especial para a população da Marinha Grande, em que se assinalam 87 anos da revolta dos vidreiros (a 18 de janeiro de 1934), João Ferreira voltou a contar com o apoio do secretário geral do PCP, Jerónimo de Sousa, e com Isabel Camarinha, da CGTP.

Na capital do vidro, o candidato alertou para aquilo a que chama de contrassenso no discurso do governo e as políticas implementadas sobre a demografia e o apoio às jovens famílias.

De um lado o discurso, do outro as opções políticas, ou seja, "a contradição que existe entre o discurso aparentemente preocupado com o grave défice demográfico que o país atravessa e as políticas que tornam inviável a decisão de qualquer jovem casal de poder ter filhos". E o candidato traça um quadro de problemas que afetam os jovens casais e que podem ser ouvidos no áudio que anexamos a esta notícia.

Em terra de vidreiros, em dia de homenagem a estes trabalhadores, apontou o dedo ao atual presidente da República, dizendo que "precisamos de um presidente da República que tenha os seus primeiros afetos para os imprescindíveis deste país". Na sua ótica são aqueles que trabalham e trabalhou, para aqueles que saíram ou saem de casa todos os dias para manterem o país a funcionar".

João Ferreira diz que tem recebido lições de todos os trabalhadores com quem se tem cruzado na campanha e a coragem para enfrentar tempos difíceis. E é com estes que quer estar. "Até ao último dia é hora de ir ao encontro dos portugueses, dos que estão indecisos, desiludidos, daqueles que possam mesmo ter perdido a esperança", afirma.

Oitenta e sete anos depois da revolta dos vidreiros da Marinha Grande recebeu das mãos do emocionado artesão Alfredo Poeiras o frasco do vidreiro, a peça que simboliza a luta.

Dia especial para os vidreiros e a população da Marinha Grande, 87 anos depois da revolta operária de 18 de janeiro, em que os vidreiros se revoltaram por melhores condições de vida. Este dia é um símbolo da resistência, luta e defesa da liberdade e da democracia.

João Ferreira contou com o apoio de 1565 membros de organizações do trabalho, que tiveram voz através de Isabel Camarinha, da CGTP.

Também o secretário geral do PCP se juntou à campanha destacando a "singularidade" da candidatura de João Ferreira "em defesa das causas dos trabalhadores e do povo" e afirmando que uma "atitude corajosa" do presidente da República "poderia travar movimentos populares".

Jerónimo de Sousa acrescenta ainda que a constituição "precisa de ter na Presidência da República alguém que a defenda" e, por isso, pretende que, ao longo da semana, se amplie "a corrente de simpatia", na candidatura cujo "único compromisso que tem é com o povo", lembrando ainda que "não há vencedores antecipados" e que "é no fim que se contam os votos".

O dia do candidato apoiado pela CDU terminou na Praia da Nazaré, em diálogo com trabalhadores e empresários da restauração. Aqui, João Ferreira ouviu as dificuldades que o setor atravessa desde o primeiro confinamento. Alguns empresários afirmaram terem as portas fechadas, com os trabalhadores em lay-off. Em minoria estavam aqueles que, mantendo-se de portas abertas, tiveram de recorrer a programas de apoio e a linhas de crédito para continuar a pagar os vencimentos aos seus funcionários. O candidato ouviu, partilhou ideias, e sublinhou que, atualmente, é possível que o lay-off seja pago a 100% aos funcionários "por causa da insistência do PCP".

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