Lares e construção civil: "É preciso atacar nos núcleos hipertransmissores"

No programa Almoços Grátis, Carlos César lembra que os dados das últimas semanas mostram onde se concentram os surtos em Lisboa.

Era claro que com o processo de desconfinamento iria aumentar o número de casos de Covid-19. A convicção de Carlos César, no programa Almoços Grátis da TSF, vem acompanhada dos dados mais recentes que mostram onde se concentram os casos de surtos de contágio na área metropolitana de Lisboa: "24 em IPSS (lares), 14 em obras de construção civil e outra dezena em eventos sociais".

"O problema deve ser atacado nesses núcleos hipertransmissores independentemente de outras medidas gerais adotadas", defende o Carlos César que, hoje, esteve presente na reunião onde técnicos de saúde e políticos analisaram os últimos desenvolvimentos da pandemia.

No programa Almoços Grátis, Carlos César sublinhou que em Portugal, " a evolução da pandemia não representa uma inversão que não estivesse prevista" assim que foi decidido levantar as restrições: "O desconfinamento é tão perigoso como imperativo", diz.

César destaca que Portugal é um dos países que mais testes realiza: "4 ou 5 vezes mais do que a Grécia ou França" e que, por isso, "é natural que estejamos mais próximos da nossa realidade do que esses países estão das deles".

O dirigente socialista lembra que "o grau de hospitalizações permanece baixo" assim, como o número de óbitos por milhão de habitantes: "Não estamos num percurso alarmante, nem imprevisto".

Carlos César defende as sanções recentemente aprovadas pelo Governo, como coimas para quem não cumprir as determinações de saúde e segurança.

Mas David Justino considera que "não vale a pena aumentar coimas se não houver agentes para controlar e evitar eventuais desmandos".

"A coima não dá eficácia, mas sim a presença da autoridade em locais específicos"

O dirigente do PSD, outro dos comentadores do programa Almoços Grátis, considera que "houve sinais que foram mal percecionados".

"Quando há sinais de algum otimismo as pessoas vão além do que é aconselhável", lembra David Justino considerando que, durante os primeiros meses da pandemia, o "medo conduziu à disciplina".

O vice presidente do PSD cita o exemplo recente do anúncio da fase final da Champions para dizer que "isso é percecionado como tudo estando a voltar ao normal".

Carlos César estranhou a "ênfase mediática e cénica que o Presidente da República quis dar" mas vinca, sobretudo, o cuidado para futuro.

"Nesse e noutros eventos, como a Festa do Avante devemos ser rigorosos. Não impedir a realização de eventos mas garantir que não põem em causa a saúde pública", defende o dirigente do PS.

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