Leão mão de ferro. Quem é o novo ministro que sucede a Centeno nas Finanças?

É doutorado pelo MIT, está na equipa de Mário Centeno desde o primeiro dia e é conhecido por ser o "homem duro" do Governo. O nome é de fera. João Leão é o novo ministro das Finanças.

João Leão é o nome escolhido para suceder a Mário Centeno à frente da pasta das Finanças. O anúncio chegou esta terça-feira, pela pessoa do Presidente da República - ainda que apenas por uma nota publicada na página da Presidência, não pela voz de Marcelo, que ainda está por se pronunciar sobre a já esperada saída de Centeno do Executivo de António Costa.

É no dia 15 de junho que o até agora secretário de Estado do Orçamento sobe um degrau na hierarquia e passa a ser o responsável por conduzir as Finanças do país. Um volante que, apesar do perfil mais discreto que o do seu antecessor, Costa parece estar convencido de que Leão, aos 46 anos, está preparado para agarrar.

Nascido em Lisboa, em 1974, João Leão doutorou-se em Economia pelo Massachusetts ​​​​​​​Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, uma das mais reputadas instituições universitárias do mundo, depois ter tirado a licenciatura e o mestrado em Economia na Universidade Nova de Lisboa.

Leciona Economia enquanto professor do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, desde 2008, onde é também investigador da Business Research Unit.

Já com aclamado sucesso na academia, chega pela primeira vez junto do Governo ainda durante o Executivo de Sócrates, em 2009, como assessor na Secretaria de Estado da Indústria e do Desenvolvimento.

Segue-se a posição diretor do gabinete de estudos do Ministério da Economia entre 2010 e 2014, ao mesmo tempo que integra o Conselho Económico e Social e o Conselho Superior de Estatística.

Pelo meio, passa pelo Comité de Política Económica da OCDE (em 2020 e 2012), sempre mantendo a ligação à academia, enquanto presidente da Comissão Científica do Departamento de Economia do ISCTE (entre 2009 e 2010) e como diretor do Doutoramento em Economia (em 2011 e 2012),

É em 2015 que desempenha, pela primeira vez, o cargo de secretário de Estado, com a pasta do Orçamento, que haveria de manter até à data.

Fez, desde o primeiro dia, parte da equipa de Mário Centeno no Governo e foi um dos 12 peritos chamados por António Costa para preparar o quadro macroeconómico daquele que seria o seu primeiro programa eleitoral.

Tem sido o responsável pela política orçamental do Governo socialista desde que Costa é primeiro-ministro e é conhecido por gerir o orçamento com mão de ferro.

Visto, dentro do Governo, como o "homem duro", sempre no controlo das transferências e pagamentos para os restantes ministérios, não terá conquistado a simpatia de muitos dos colegas do Executivo. Agora, como ministro, manterá o legado?

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