Liberais defendem desconfinamento "mais rápido" e "mais próximo"

Deputado liberal defendeu que esse desconfinamento deve refletir-se "nos horários do comércio, na exigência de certificados digitais, na abertura dos estádios e de outros recintos".

O presidente da Iniciativa Liberal defendeu esta segunda-feira um desconfinamento do país "mais rápido" e "mais próximo", considerando que "pela primeira vez desde que a pandemia foi declarada" o país tem de colocar "a liberdade à frente da segurança".

"Na nossa opinião, com os dados devidamente afinados, devíamos estar a preparar um desconfinamento muito mais rápido, muito mais próximo", declarou João Cotrim de Figueiredo, à saída de uma audiência presencial com o Presidente da República, no Palácio de Belém.

Concretamente, o deputado liberal defendeu que esse desconfinamento deve refletir-se "nos horários do comércio, na exigência de certificados digitais, na abertura dos estádios e de outros recintos".

"Temos que voltar a viver mais normalmente porque isso está a afetar a economia e a saúde das pessoas", advogou.

O partido referiu que Portugal "está a entrar numa fase nova, numa fase diferente, à semelhança de muitos outros países europeus, em que o vírus se está a tornar endémico".

"Reforçámos a nossa opinião de que Portugal tem nesta altura obrigação, pela primeira vez desde que a pandemia foi declarada, de colocar a liberdade à frente da segurança e de desconfinar muito mais rapidamente do que aquilo que o Governo tem intenções de fazer", argumentou.

Do ponto de vista da Iniciativa Liberal, esse desconfinamento "não seria a seguir ao verão, seria já no início de agosto" isto se os dados da reunião desta terça-feira, entre políticos e especialistas de saúde, no Infarmed, confirmarem "as perspetivas" dos liberais.

O deputado apontou para as consequências negativas dos confinamentos, não apenas a nível económico, mas também ao nível da saúde mental e física.

Cotrim de Figueiredo adiantou ainda que, nesta audiência com o chefe de Estado português, foram discutidas "o que se perspetivam ser as oportunidades que Portugal tem em termos de retoma económica para os próximos tempos".

"Tivemos oportunidade de expressar ao Presidente da República a nossa preocupação de que Portugal tem uma enorme oportunidade de fazer uma retoma económica que nos permita reduzir a distância que nos separa de outros países, mas corre o risco claro de desperdiçar essa oportunidade", lamentou.

Para a IL, o país corre esse risco "porque as prioridades definidas para a aplicação dos fundos e para o redirecionamento das energias económicas e criativas dos portugueses está errada".

"Continua-se a pôr o Estado no meio e à frente de todos os processos de decisão e desenvolvimento e isso é a receita que, nos últimos 20 anos, conduziu Portugal a esta situação. E se queremos chegar a sítios diferentes não podemos fazer as mesmas coisas", defendeu.

Cotrim de Figueiredo disse que partilhou com Marcelo Rebelo de Sousa a opinião de que o próximo Orçamento do Estado "deveria consignar essas prioridades diferentes", mas confessou que não tem "muitas esperanças" que tal aconteça.

Quanto ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), continuou, já que "não teve um desenho adequado a estas prioridades", tem que ter um acompanhamento muitíssimo próximo, não apenas das comissões no parlamento, "mas de toda a comunicação social, e de todas as forças da sociedade civil".

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, começou hoje a receber os partidos políticos com assento parlamentar em encontros que se estendem até quarta-feira.

Os primeiros partidos a serem recebidos por Marcelo Rebelo de Sousa são a Iniciativa Liberal, Chega (CH), e Partido Ecologista "Os Verdes" e PAN.

Na terça-feira, o chefe de Estado recebe as delegações do CDS-PP, PCP e BE, e na quarta-feira encerra com o PSD e o PS.

O Presidente da República já tinha anunciado, a meio deste mês, que iria receber os partidos políticos até ao final de julho, início de agosto -- algo que não acontecia desde maio.

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