"Liberdade para todos." No Catar, Marcelo fala sobre mulheres, migrantes e LGBTI+

Presidente da República tinha prometido falar de direitos humanos no Catar e a promessa foi cumprida. Sob pretexto da educação de qualidade para todos, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu coesão social que deve incluir toda a gente, independentemente de ideias políticas, proveniências socioeconómicas e orientação sexual.

A premissa base era falar do quarto objetivo do desenvolvimento sustentável das Nações Unidas - educação de qualidade - e Marcelo Rebelo de Sousa conseguiu, de forma mais ou menos clara, incluir a questão dos direitos humanos que havia dito em Portugal que levaria até ao Catar.

Ao lado do presidente do Gana, Marcelo até começou por fazer uma comparação com o futebol para, em seguida, colocar os temas todos de rajada.

"Temos de ter liberdade para todos. Aqui temos apenas equipas masculinas de futebol, mas em Portugal a maioria dos estudantes no ensino superior são mulheres, a maioria dos doutoramentos são de mulheres", começa por realçar o Chefe de Estado notando que Portugal está, neste campo, acima da média europeia.

Da educação para a coesão social foram segundos. "Mas a coesão social é muito mais do que isso, é incluir toda a gente, incluir os pobres - e ainda temos muitos cidadãos pobres -, incluir os migrantes, - as migrações são uma realidade que preocupam a Europa. Incluir pessoas com diferenças socioeconómicas, ideias politicas e até diferentes orientações, sabemos que cada país tem a sua maneira de pensar, mas também orientação sexual e de [identidade de] género", defendeu Marcelo Rebelo de Sousa nesta conferência promovida pela Fundação do Catar e pela Fundação Aga Khan.

"Todos os objetivos diferentes, pensando em 2030, precisam de ser colocados juntos", destaca o presidente para quem é "muito importante investir e apostar no ensino superior para mudar cientifica e tecnologicamente mais rápido".

Mas fica a nota que, "ao mesmo tempo", aqueles que não conseguem pagar essa educação não podem ser deixados para trás. "E nunca, nunca esquecer que isto é o que chamamos, às vezes, direitos humanos. Direitos humanos são direitos sociais, económicos, políticos mas também direitos individuais e isso é tão importante. O direito de acesso à educação é vital, isso faz a diferença", conclui.

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