Livre decide futuro de Joacine. Mas até na convocatória para assembleia há discórdia

A polémica no Livre mantém-se, o partido vai decidir se Joacine perde a confiança, mas no dia antes do veredicto volta a haver falta de comunicação.

Esta quinta-feira, o Livre decide se mantém ou não a confiança política a Joacine Katar Moreira, mas as falhas de comunicação dentro do partido estão longe de estar resolvidas, até pelo contrário. De um lado, fontes do partido garantiram à TSF que a deputada foi convocada para estar presente na reunião, por outro, a assessoria de Joacine assegura que não recebeu qualquer convocatória.

Esta decisão surge após os militantes do Livre, no Congresso dos dias 18 e 19 de janeiro, terem adiado a decisão sobre o futuro de Joacine. Na altura, a deputada viu o gesto como uma prova de confiança, ao contrário da direção, que acreditava que só um milagre podia reverter a retirada de confiança.

À TSF, fontes da direção e da assembleia revelaram que a ligação entre Joacine e o partido deverá mesmo chegar ao fim, apesar da entrada de novos nomes na assembleia do partido.

Na reunião vai ser analisado o direito de resposta que Joacine apresentou ao Congresso. Em 12 páginas, a deputada única do Livre justificou os vários momentos de discórdia e as faltas de comunicação com o partido, apontando a restrição da liberdade de escolha como uma das críticas à direção do Livre.

Joacine acredita que foi feito um ataque à sua reputação e dignidade e mostrou não se rever nesta forma de fazer política do Livre que, na sua opinião, levou a esta situação. A deputada única acredita mesmo que o Livre pode pôr em perigo a sobrevivência com esta decisão.

Caso o Livre decida retirar a confiança à deputada, Joacine Katar Moreira não abdica do cargo e vai cumprir funções como deputada não inscrita, apesar da perda de vários direitos.

O que muda na vida de Joacine se ficar como deputada única?

Se Joacine Katar Moreira deixar de ser deputada única do Livre e passar a ser deputada não-inscrita perde alguns direitos, entre eles a possibilidade de questionar o primeiro-ministro nos debates quinzenais.

Outra das alterações mais relevantes prende-se com com as declarações políticas que passam de três para duas em casa ano da legislatura.

A deputada perde ainda o direito a propor, uma vez por ano, o tema que se discute numa sessão plenária.

Joacine Katar Moreira terá ainda de indicar quais as comissões parlamentares que deseja integrar e o presidente da Assembleia da República, depois de ouvida a Conferência de Líderes, "designa aquela ou aquelas a que o deputado deve pertencer".

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