Livre quer "plantar ideias de futuro" e recuperar a atenção dos eleitores

A pensar nas autárquicas do final do mês, o Livre esteve este fim de semana reunido em congresso e o fundador Rui Tavares defendeu que o que está em causa é o futuro do partido.

O fundador do Livre Rui Tavares, que integra a coligação PS/Livre à Câmara de Lisboa nas eleições autárquicas, afirmou hoje o que está em jogo para o partido "é plantar as ideias de futuro para a política portuguesa".

"O que está em jogo é, como sempre na vida deste partido, plantar as ideias de futuro para a política portuguesa. E, apesar de o Livre passar agora por uma fase em que, depois de ter uma representação parlamentar, ter deixado de a ter levou a que as atenções se desviassem um pouco do partido, eu convidaria os nossos concidadãos e concidadãs a prestarem atenção ao Livre", disse Rui Tavares.

O historiador, que faz parte da Assembleia, órgão máximo do partido entre congressos, falava à agência Lusa à margem do X Congresso do Livre, subordinado ao tema "Por um Poder Local igualitário, democrático, ecológico", que hoje terminou em Leiria, centrado nas candidaturas às eleições autárquicas.

Rui Tavares salientou que "as pessoas sabem que antes de haver convergência à esquerda, a que chamam 'geringonça', com uma maioria parlamentar no país a contribuir para a governação do país, apenas o Livre a propunha".

"As pessoas sabem e algumas provavelmente lembrar-se-ão de que quando diziam que as nossas propostas de emissão de dívida federal europeia eram irrealistas, agora são elas que estão, todos os dias, na boca dos políticos quando se fala de PRR [Plano de Recuperação e Resiliência]", continuou.

Segundo o responsável, "da mesma forma o Livre propõe um novo pacto verde, ou seja, um plano de investimentos (...) que contribua para combater a crise climática, ao mesmo tempo combatendo a crise social e criando emprego".

"Isso significa, também, termos em Lisboa uma convergência que nos permitirá, caso os eleitores façam em nós essa confiança, pela primeira vez entrar no executivo da capital, já com um pelouro", declarou.

Já no discurso no congresso, encerrado pelo cabeça de lista do Livre à Câmara de Leiria, Filipe Honório, o fundador do partido destacou algumas convergências, apelando para a disponibilidade.

"É importante que entendamos que temos de estar todos disponíveis para ser imaginativos, para ser inovadores nas campanhas e nas convergências que fazemos", defendeu

A este propósito, destacou Oeiras (onde o partido está com BE e Volt), Cascais (com PS e PAN) ou Lisboa.

"Isso permite-nos em Cascais não corrermos o risco de o PSD, a seguir ao dia das eleições, ir procurar uma maioria com a extrema-direita. Isso permite-nos em Oeiras poder afastar uma gestão autárquica de opacidade, de ilegalidades", sustentou.

Quanto a Lisboa, salientou que o Livre se integra num movimento que já existia, saudando os "Cidadãos por Lisboa" e "Lisboa é Muita Gente".

"A nossa candidatura, formalmente pela lei partidária, é PS e Livre, mas, na verdade, é coligação 'Mais Lisboa', que inclui movimentos de cidadãos independentes", disse, acrescentando: "Quem sabe, daqui a quatro anos, muitas outras convergências vamos ter".

Em julho, o PS e o Livre chegaram a acordo para concorrerem coligados à Câmara de Lisboa, nas eleições autárquicas de dia 26, que contempla a integração de Rui Tavares num futuro executivo como vereador da Cultura, Ciência, Conhecimento e Direitos Humanos.

Concorrem também à Câmara de Lisboa o atual presidente Fernando Medina (coligação PS/Livre), Carlos Moedas (coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT/Aliança), Beatriz Gomes Dias (BE), Bruno Horta Soares (IL), João Ferreira (PCP), Nuno Graciano (Chega), Manuela Gonzaga (PAN), Tiago Matos Gomes (Volt), João Patrocínio (Ergue-te), Bruno Fialho (PDR), Sofia Afonso Ferreira (Nós, Cidadãos!) e Ossanda Líber (movimento Somos Todos Lisboa).

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