Lobo Xavier acusa autarca de Odemira de usar imigrantes como bode expiatório

Lobo Xavier dá como certo que o autarca José Alberto Guerreiro se serviu dos imigrantes para passar responsabilidades.

António Lobo Xavier acusa o presidente da Câmara Municipal de Odemira de ter encontrado nos trabalhadores imigrantes que vivem no concelho um bode expiatório para o surto de covid-19 que atingiu a localidade. O comentador do programa "Circulatura do Quadrado" da TSF e TVI esteve recentemente em Odemira e foi lá que recolheu vários testemunhos que atestam que a propagação da doença aconteceu na realidade na sequencia de duas reuniões camarárias.

Lobo Xavier dá como certo que o autarca José Alberto Guerreiro se serviu dos imigrantes para passar responsabilidades.

"Não existe nenhuma indicação de que o surto possa ser imputado aos imigrantes. (...) Aquilo que verifiquei lá e que várias fontes me disseram é que o surto negativo teve origem na Câmara Municipal, ou seja, houve duas assembleias municipais sem testagem e, aparentemente, sem os cuidados devidos e dois vereadores foram infetados e estiveram de quarentena, infetaram as respetivas famílias, houve festas conhecidas de variada natureza, umas de cariz mais popular e outras menos, onde houve vários infetados e o presidente da Câmara, com dois vereadores infetados e respetivas famílias todas infetadas - que em Odemira representa muita gente - resolveu imputar as culpas aos imigrantes", sustenta.

Confrontado com esta declaração, o autarca de Odemira rejeita as acusações e garante que um dos vereadores ficou, de facto, infetado, mas em março e não agora: "Curiosamente, são afirmações feitas por alguém que podia ter infetado o Conselho de Estado todo, mas a verdade é que escolheu a Câmara Municipal de Odemira e a esse propósito tivemos, realmente, um vereador infetado na sequência de uma infeção no estabelecimento de ensino que frequenta uma das filhas e a única coisa que tranquiliza muito o senhor presidente é saber que o vereador é carinhoso com a sua filha. (...) Isto passou-se em março."

Nesta altura, decorre o debate de urgência sobre a situação em Odemira, na Assembleia da República. A ministra da agricultura diz que o grupo de trabalho tem tentado resolver a situação dos migrantes que vivem em contentores, mas garante que não há problemas de saúde pública no local. Maria do Céu Antunes apontou esta quinta-feira que parar a pandemia em Odemira é a prioridade do Governo e pediu união de esforços para criar condições dignas de habitação para os trabalhadores agrícolas, num debate de urgência no parlamento.

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