Maioria prefere "contas certas" à reposição das carreiras. A sondagem TSF/JN

Metade dos inquiridos consideram "justa" a contagem do tempo de serviço dos professores, mas 66% preferem "o controlo das contas públicas". Eleitores divididos sobre dramatização de Costa. Cristas e Rio saem penalizados.

Quando colocados perante os dois pratos da balança: de um lado a reposição das carreiras e do outro, as "contas certas", a resposta é esmagadora: 66% apostam no controlo das contas públicas, apenas 14% consideram "mais importante" a reposição das carreiras dos professores e de outros funcionários públicos.

A preocupação com o controlo das contas públicas percorre todos os eleitorados, registando até mais de 60% de apoio entre os eleitores do Bloco de Esquerda, tanto como entre quem vota PSD e CDS e atingindo o valor mais alto (74%) junto de quem se assume como votante no PS.

Quando inquiridos sobre se "é justo os professores recuperarem os 9 anos, 4 meses e 2 dias", metade dos inquiridos respondem que sim, incluindo quase metade do eleitorado do PS. Aliás, 87% dos inquiridos concordam que se os professores tiverem direito à contagem total o mesmo deveria acontecer para os restantes funcionários públicos.

Na avaliação política Assunção Cristas e Rui Rio surgem no fundo da tabela: a líder do CDS recebe a pior avaliação por parte dos eleitores, com mais de metade a considerarem o seu comportamento "mau, ou muito mau", logo seguida de Rui Rio.

Confrontados com algumas das mensagens passadas pela comunicação social durante a chamada crise dos professores, mais de metade dos inquiridos (55%) consideram que "PSD e CDS tentaram ganhar votos junto dos professores ao fingir que votavam a contagem total do tempo, mesmo sabendo que não existiam condições necessárias para o fazer", entre estes está metade do eleitorado PSD/CDS.

Metade dos inquiridos acreditam que António Costa dramatizou a situação para tentar ganhar eleições com maioria absoluta. As respostas dividem-se sobre a ameaça: 41% respondem que o Governo "fez bem" em ameaçar que se demitia, 35%, pelo contrário, dizem que "fez mal", quase um quarto dos inquiridos não sabe ou não responde.

Com saldo positivo no exame dos eleitores sobre a atitude durante a crise apenas o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, que vê premiado o silêncio público. Catarina Martins surge acima da linha de água, António Costa e Jerónimo de Sousa estão um pouco abaixo, já em terreno negativo.

Nesta avaliação da crise política, as opiniões positivas sobre a ameaça de demissão do Governo surgem maioritariamente no PS (62%), embora cerca de 20% dos socialistas avalie negativamente a crise. E entre quem diz votar noutros partidos, mais de 40% dos inquiridos do Bloco de Esquerda também dão nota positiva à ameaça do Governo.

Quando se pergunta afinal qual foi o motivo que levou Costa a ameaçar que se demitia, 47% apontam a a contagem total do tempo de serviço congelado dos professores, 29% não sabem o motivo e
23% sabem que teve algo a ver com professores
mas não especificam.

Ficha Técnica

A Sondagem foi realizada pela Pitagórica para o a TSF e o JN com o objetivo de avaliar a opinião dos Portugueses sobre temas relacionados a crise dos professores. O trabalho de campo decorreu entre os dias 10 e 19 de maio, foram recolhidas 605 entrevistas telefónicas a que corresponde uma margem de erro máxima de +/-4,07% para um nível de confiança de 95,5%.
A amostra foi recolhida de forma aleatória junto de eleitores Portugueses recenseados e foi devidamente estratificada por género, idade e região. A Taxa de resposta foi de 64,12% e a direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva.
A ficha técnica completa pode ser consultada online na Entidade Reguladora da Comunicação Social

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