Mais 51 nomes para as autárquicas. José Manuel Silva é o candidato do PSD em Coimbra

O presidente do PSD considera que o antigo bastonário da Ordem dos Médicos José Manuel Silva "tem condições para ganhar" em Coimbra.

Rui Rio apresentou esta sexta-feira, em Coimbra, uma segunda lista com candidatos às eleições autárquicas. Desta vez, foram anunciados 51 nomes.

O presidente do PSD destacou o candidato à Câmara de Coimbra, José Manuel Silva, antigo bastonário da Ordem dos Médicos, e atual vereador independente da Câmara Municipal de Coimbra pelo movimento Somos Coimbra, bem como o candidato à Figueira da Foz, Pedro Machado, presidente do Turismo do Centro.

"Temos condições para que o novo presidente da Câmara de Coimbra seja o Dr. José Manuel Silva", adiantou, acrescentando que o partido considera "que esta é a melhor solução".

José Manuel Silva foi candidato à Câmara de Coimbra em 2017, pelo movimento independente Somos Coimbra, a terceira força nessas autárquicas com 16% dos votos e dois mandatos conquistados.

Rui Rio salientou que a escolha de Coimbra para anunciar a lista dos novos 51 nomes de candidatos pelo PSD foi uma forma de mostrar o empenho do partido na eleição no concelho e "em ganhar uma das principais cidades portuguesas".

Questionado sobre como é que será a articulação com o movimento Somos Coimbra, Rui Rio esclareceu que "haverá um equilíbrio entre os nomes" da lista.

Em Coimbra, a concelhia e a distrital sociais-democratas tinham escolhido o nome do ex-deputado Nuno Freitas, candidato que a comissão autárquica considerou não ter "condições objetivas" para derrotar o PS, tendo optado pelo ex-bastonário dos médicos.

Quanto à coligação nacional com o CDS-PP, Rui Rio explica que a decisão de ir a votos em conjunto está entregue aos candidatos e às comissões políticas, "que vão determinar se lhes interessa ir em coligação" a eleições. Na próxima semana vai ser assinado um acordo "que permite que haja coligações com o CDS nos concelhos que assim o desejem".

Na semana passada, o anúncio dos primeiros 102 candidatos foi alvo de críticas pela falta de mulheres e levou até a reação do grupo de Mulheres Social-Democratas. Lina Lopes, coordenadora do grupo, disse temer que Rui Rio "esteja a ser mal informado".

O presidente do PSD disse que tem havido "um esforço muito grande de todos os partidos de terem mulheres disponíveis a candidatarem-se às presidências de câmara". "Dentro daquilo que é possível, temos um conjunto de mulheres significativas, como Maria Amélia Ferreira e Fermelinda Carvalho", garantiu.

Rui Rio fez uma avaliação positiva e pacífica das listas do partido para as autárquicas. No entanto, disse que "por vezes, é difícil gerir a vaidade e interesses pessoais dos candidatos".

"Depois dos maus resultados em 2013 e 2017, é vital que o PSD reforce a sua participação nas autárquicas e reduza fortemente a diferença para o Partido Socialista, que tem 160 presidências de câmara contra 98 do PSD", afirmou.

Para evitar confusões como aquela que aconteceu aquando do anúncio do primeiro conjunto de nomes, Rui Rio revelou que foram anunciados os candidatos que têm luz verde da direção nacional do partido. Quanto à sua apresentação, os candidatos fá-lo-ão "quando e como quiserem".

Na cerimónia, Rui Rio confirmou a intenção já avançada por José Silvano, o secretário-geral do PS, referindo que até ao fim de março serão anunciados os restantes candidatos. De 308, já tinham sido anunciados 102, incluindo Fernando Negrão e Carlos Moedas. Nesta sexta-feira, foram conhecidos mais 51.

Estes nomes juntam-se agora aos já apresentados na semana passada.

ANADIA - João Nogueira Almeida

ESPINHO - António Vicente Pinto

OLIVEIRA DO BAIRRO - José Carlos Soares

CAMINHA - Liliana Silva

TÁBUA - Fernando Tavares Pereira

CONDEIXA-A-NOVA - Nuno Claro

LOUSÃ - Victor Carvalho

OLIVEIRA DO HOSPITAL - Francisco Rodrigues

ARRAIOLOS - António Garcia

ÉVORA - Henrique Sim Sim

MOURÃO - João Fortes

REDONDO - David Galego

REGUENGOS DE MONSARAZ - Marta Prates

VENDAS NOVAS - Ricardo Manuel Videira

LAGOS - Pedro Moreira

OLHÃO - Álvaro Viegas

TAVIRA - Dinis Faísca

GUARDA - Carlos Chaves Monteiro

MANTEIGAS - Nuno Soares

TRANCOSO - João Carvalho

POMBAL - Pedro Pimpão

ALENQUER - Nuno Henriques

ODIVELAS - Marco Pina

ALTER DO CHÃO - Francisco Miranda

BAIÃO - Paulo Portela

MATOSINHOS - Bruno Pereira

PAREDES - Ricardo Sousa

SANTO TIRSO - Carlos Alves

VILA DO CONDE - Pedro Soares

MESÃO FRIO - António Teixeira

MONTALEGRE - José Moura Rodrigues

SABROSA - Mário Varela

STA MARTA DE PENAGUIÃO - Daniel Teles

SANTA COMBA DÃO - António Correia

S. JOÃO DA PESQUEIRA - Vitor Sobral

ALFANDEGA DA FÉ - Vitor Bebiano

MACEDO DE CAVALEIROS - António Morais

MIRANDA DO DOURO - Helena Barril

MOGADOURO - António Joaquim Pimentel

VILA FLOR - Pedro Lima

VINHAIS - Carlos Almendra Frias

ALVAIÁZERE - João Paulo Guerreiro

ANSIÃO - Célia Freire

VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO - Luís Gomes

CHAVES - Francisco Tavares

PEDRÓGÃO GRANDE - António José Lopes

PORTALEGRE - Fermelinda Carvalho

FIGUEIRA DA FOZ - Pedro Machado

ESTREMOZ - José Roquete

MARCO DE CANAVESES - Maria Amélia Ferreira

COIMBRA - José Manuel Silva

Plano de desconfinamento corresponde às expetativas do PSD

Questionado sobre o plano de desconfinamento, Rui Rio referiu que "aquilo que foi anunciado corresponde estruturalmente àquilo que o PSD tem vindo a dizer que é necessário fazer, isto é, fixar indicadores, monitorizando os níveis de confinamento definidos pelos especialistas".

O único aspeto que Rio faria de diferente seria na reabertura do ensino. "Teria sido mais prudente nas escolas e não teria já incluído o primeiro ciclo de ensino, atrasaria por mais 15 dias", admitiu.

A explicação dada pela presidente do PSD passa pelo valor do R que está atualmente abaixo de 1, mas tem vindo a subir. Rio considerou é que necessário uma melhor investigação sobre o índice de transmissibilidade (R).

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