"Mais soft." Presidente admite estado de emergência "muito diferente do anterior"

Marcelo Rebelo de Sousa, em entrevista à RTP, levantou a ponta do véu sobre o que poderá ser o novo estado de emergência.

Marcelo Rebelo de Sousa, em entrevista à RTP esta segunda-feira, levantou uma pontinha do véu sobre o que poderá vir a ser o novo estado de emergência para combate à pandemia do novo coronavírus. Uma coisa é certa: "será mais soft", "muito diferente do anterior", sem confinamento total para não matar a economia e evitar agravar a crise social. No entanto há situações que, para o Presidente da República, precisam do abrigo do estado de emergência.

A primeira, referida por Marcelo, é a aplicação do rastreio, com as Forças Armadas e os privados a poderem fazer perguntas para identificar cadeias de transmissão; a segunda será para resolver o problema jurídico que surgiu com a necessidade de medir a temperatura no acesso a espetáculos e serviços públicos. Já a terceira é para criar condições acrescidas para a utilização de meios do setor privado e do setor social. E, por fim, para criar condições jurídicas para limitar a liberdade de circulação.

Além de clarificar as medidas que estão a ser ponderadas neste novo estado de emergência, o Presidente reconheceu que a contratação de profissionais de saúde sofreu um atraso.

"A contratação de profissionais de saúde sofreu, de facto, um atraso. Registou-se um atraso em termos administrativos. Entre julho e agosto estávamos ocupados com Lisboa, ficámos perante aquilo que se apresentava como uma segunda vaga. Um dos problemas que hoje atravessa a Europa é a incapacidade de resposta das estruturas de saúde, como é o caso da Holanda", explicou Marcelo Rebelo de Sousa.

No final, além de revelar que já fez mais de 20 testes de diagnóstico à Covid-19, o Chefe de Estado disse que na Operação Marquês, no processo de Tancos e no BES a "culpa não morrerá solteira".

"Tudo tem de ser apurado, de alto a baixo, doa a quem doer", acrescentou o Presidente da República.

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