Marcelo alerta para "novo mundo" e pede "mais condições" para as Forças Armadas

Presidente da República considera que o secretário-geral da ONU, António Guterres, terá um papel "muito difícil" na mediação do conflito entre Rússia e Ucrânia.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considera que o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, na mediação do conflito entre a Rússia e a Ucrânia tem um papel muito difícil pela frente.

"Há um jogo de palavras nestas situações militares em que aquilo que se diz é para produzir efeito dos vários lados e depois tem de contar um bocadinho. Quando uma das partes diz que vamos fazer isto, há que descontar se é assim ou não", considerando que, nesta altura, se "exige muito" ao secretário-geral da ONU, que chegou esta quarta-feira a Kiev.

Questionado sobre o discurso do 25 de Abril, em que pediu mais meios para as Forças Armadas, Marcelo defende que quis ser mais amplo, considerando que "o que estamos a viver é um novo mundo".

"O Orçamento para a Defesa é uma discussão que está até daqui a um mês. Aquilo que estamos a viver é um novo mundo. Pode ser que seja um novo modelo geopolítico, um novo equilíbrio de poderes no mundo. E nesse novo equilíbrio, de repente há mudanças radicais. Se a Finlânida e Suécia é uma mudança radical na Europa", defende.

Por isso, há um "esforço continuado" por parte das Forças Armadas portuguesas, mas, alerta Marcelo, é necessário criar condições para o mais importante, "as pessoas".

"É muito importante que os portugueses percebam que para o estado de espírito continue a ser o que tem sido e deve ser e ser cada vez, é preciso haver condições. Se as promoções sistematicamente chegarem com um ano de atraso, com a troika foi assim, ou se na entrada nas Forças Armadas, de repente, a pessoa pensar duas vezes e disser: se for para outro corpo do Estado e tenho um melhor estatuto, porque é que vou para as Forças Armadas".

"Os portugueses têm de perceber que para ter Forças Armadas é preciso verdadeiramente criar condições para ter Forças Armadas", disse.

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