Marcelo anuncia que vai ser operado a uma hérnia antes do Natal

O Presidente da República não adiantou uma data concreta.

O Presidente da República anunciou esta quinta-feira que vai ser operado a "uma pequena hérnia inguinal, de oito centímetros" antes do Natal, no Hospital das Forças Armadas. Marcelo Rebelo de Sousa não avançou uma data concreta.

"Vou operar agora, atendendo a que no ano que vem tenho grandes deslocações, e é prudente evitar que ela estrangule, embora esteja muito bem e por mim viveria com esta hérnia. Resumindo, imediatamente antes do Natal farei uma pequena intervenção", disse Marcelo em declarações aos jornalistas no Mercado Solidário Novo Futuro - Rastrillo 2021, acrescentando que a cirurgia será feita, "em princípio", no Hospital das Forças Armadas.

O chefe de Estado adiantou que terá "aí oito a dez dias de recuperação da intervenção cirúrgica", o que significa que "as festas do Natal serão reduzidas ao mínimo".

Marcelo Rebelo de Sousa foi operado de urgência a uma hérnia umbilical, no dia 28 de dezembro de 2018, no Hospital Curry Cabral, em Lisboa. A 30 de outubro de 2019, foi submetido a um cateterismo cardíaco, desta vez de forma programada, no Hospital de Santa Cruz, em Oeiras.

Questionado sobre o caso dos militares das Forças Armadas suspeitos de tráfico de droga, diamantes e ouro e a consequente audição do ministro da Defesa, Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas e do Chefe do Estado-Maior do Exército, que terá lugar esta sexta-feira, o Presidente da República insistiu em querer virar a página desta polémica e referiu que "não comenta" o que se passa em comissão parlamentar.

"Estando há algum tempo, para não dizer bastante tempo, em investigação judicial, estava rodeado daquilo que é o regime próprio da investigação jurídico-criminal", frisou, sublinhando que é "natural, sobre uma matéria em segredo de justiça, que não houvesse uma informação de titulares de cargos políticos sobre o que se passa".

Relativamente ao acidente com o carro do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, que há cinco meses atropelou mortalmente um trabalhador, o Presidente da República defendeu que é importante "encurtar os prazos" da Justiça.

"Acho que as investigações judiciais deixam nos portugueses a sensação de que a Justiça é lenta, pesada e complexa. Isso provoca um distanciamento em relação à Justiça", considerou.

Já sobre a possibilidade de novas medidas restritivas contra a pandemia de Covid-19, Marcelo Rebelo de Sousa realçou a importância do balanço dos especialistas que será feito esta sexta-feira, na reunião do Infarmed.

O Presidente da República afirmou que, depois da reunião, "trata-se de ver aquilo que o Governo e senhor primeiro-ministro consideram fundamental" e recusou "alarmismo que não corresponde à realidade".

Na quarta-feira, André Ventura anunciou que o acordo de governação entre o PSD e o Chega no arquipélago dos Açores acabou. "Quem acompanha essa matéria é o representante da república na região autónoma. Não estou preocupado, ele é que tem competências para a intervenção e vai-me informando sobre o que se passa", acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa.

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