Marcelo apela ao consenso de "todos os portugueses" para aplicação de fundos europeus

O chefe de Estado sublinha que o consenso tem de ter um prazo de validade longo entre diferentes setores da sociedade.

Marcelo Rebelo de Sousa alinha com António Costa na ideia de um consenso político em torno da aplicação das ajudas europeias para fazer frente à crise económica. O presidente da República participou numa conferência da Confederação dos Agricultores onde destacou a importância de um acordo social e político.

"Nós portugueses somos extraordinários no arranque, mas menos pertinazes no que respeita ao médio e longo prazo. Desde logo, nos acordos políticos e sociais. Este é um projeto global, que exige consensos", alerta.

Marcelo apela ao consenso de "todos os portugueses", sustentado num acordo político pelas diferentes forças partidárias.

O chefe de Estado sublinha que o consenso tem de ter um prazo de validade longo e que os próximos Governos vão ter de saber lidar com ideias diferentes sobre a aplicação dos fundos.

Marcelo Rebelo de Sousa pede, por isso, a Bruxelas para ser rápida a disponibilizar as verbas. "É preciso que a Europa não esmoreça. É preciso que a Europa seja diferente do que foi no passado. O que se espera em 2020, tem de chegar em 2020", apela.

O Presidente da República lembra que se trata de uma "capacidade de decisão excecional" das instituições europeias, à qual os diferentes Estados-membro têm de responder.

Marcelo Rebelo de Sousa destacou ainda o papel dos agricultores nos primeiros meses da pandemia. O chefe de estado deveria ter participado por vídeo na conferência dos agricultores, mas acabou por surpreender os participantes ao aparecer no local.

Marcelo justificou a decisão com a disponibilidade de agenda e a proximidade da iniciativa ao palácio de Belém.

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