Marcelo defende que acordo de mobilidade interessa a Portugal e Índia

Portugal e a Índia assinaram uma declaração conjunta para a mobilidade e migrações que deve estar no terreno daqui a seis meses.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu este domingo que o acordo de mobilidade laboral e juvenil que Portugal e a Índia estão a negociar é um regime que interessa aos dois países.

"É um regime muito flexível que nos interessa a nós, portugueses, e interessa também a eles, indianos", afirmou o chefe de Estado aos jornalistas, num hotel no sul de Pangim, no estado de Goa, onde hoje termina a sua visita de Estado à Índia.

Segundo o Presidente da República, "é importante para quadros, é importante para mão-de-obra, é importante para jovens, nomeadamente jovens estudantes".

Marcelo Rebelo de Sousa referiu que "a ideia é facilitar os vistos e a possibilidade de residência de portugueses na Índia e de indianos em Portugal".

"É um regime que significa, de facto, maleabilizar, flexibilizar a entrada e residência de portugueses na Índia e de indianos em Portugal para áreas que são importantes para a cooperação e o desenvolvimento dos dois países", acrescentou.

Durante esta visita de Estado à Índia, na sexta-feira, em Nova Deli, Portugal e a Índia assinaram uma declaração conjunta para a mobilidade e migrações.

Questionado pela agência Lusa sobre esta declaração conjunta, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, disse que se enquadra num "acordo de mobilidade laboral e juvenil" que Portugal e a Índia estão a negociar e que pretendem concluir em seis meses.

"As duas partes comprometem-se a fazê-lo em seis meses e assumem o compromisso de que o acordo beneficiará jovens diplomados para a realização de estágios e visitas de estudo nos dois países", explicou.

O ministro disse que o objetivo é "facilitar a concessão de vistos nacionais e autorizações de residência para efeitos de estudo, de investigação, de circulação de estudantes, de académicos, de trabalhadores especializados e qualificados".

No que respeita às migrações, "as duas partes assumem o compromisso de cooperação no combate à migração irregular e no combate ao tráfico de seres humanos", adiantou o ministro dos Negócios Estrangeiros.

A Índia é atualmente o segundo maior país do mundo em população, com mais de 1,3 mil milhões de pessoas, e estima-se que dentro de alguns anos venha a ultrapassar a China.

Portugal, em contraste, enfrenta um problema de envelhecimento da sua população.

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