Marcelo defende que todos devem considerar o direito à vida dos doentes

Presidente da República considerou que "no pensamento de responsáveis políticos como no de todos os portugueses" deverá estar presente "a brutal pressão que existe sobre o Serviço Nacional de Saúde".

O Presidente da República defendeu esta sexta-feira que todos os portugueses, mesmo os que dão primazia à economia, devem considerar a necessidade de se garantir o direito à vida dos doentes, evitando a rutura dos serviços de saúde.

Numa comunicação ao país, a partir do Palácio de Belém, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que "no pensamento de responsáveis políticos como no de todos os portugueses" deverá estar presente "a brutal pressão que existe sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e mesmo sobre o sistema nacional de saúde em geral".

O chefe de Estado disse que essa pressão "vai aumentar nos próximos dias e semanas" e que "cumpre evitar que culmine em situações críticas generalizadas, o que implica a exigência de tentar conter o curso da pandemia em dezembro e certamente também nos primeiros meses de 2021".

O chefe de Estado alertou que, caso se venha a "atingir situações críticas generalizadas" nos serviços de saúde, isso "será dramático para os doentes de covid e para os muitos, muitos mais doentes não covid".

"Mesmo aqueles que, por princípio, por visão da realidade, por primazia à economia e à sociedade, por qualquer outra razão, não entendem, não aceitam o eco europeu e mundial dado à Covid-19, terão de admitir que há, de facto, internados e cuidados intensivos de Covid-19 que têm direito à vida e à saúde e que há doentes não covid-19 que têm exatamente o mesmo direito à vida e à saúde que os primeiros", acrescentou.

"E, portanto, cumpre tentar garantir que não ocorram as aludidas situações críticas generalizadas, na capacidade de resposta, mas também na prevenção", reforçou.

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