Marcelo deseja que "inspiração do supremo" toque Guterres na ida a Moscovo e Kiev

Presidente da República apelou à paz em todas as regiões do mundo.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, exprimiu este sábado o desejo de que "a inspiração do supremo toque o secretário-geral das Nações Unidas", António Guterres, na sua ida a Moscovo e a Kiev.

Marcelo Rebelo de Sousa transmitiu esta mensagem numa intervenção na Mesquita Central de Lisboa, onde este sábado partilhou o iftar, a quebra do jejum diário no mês do Ramadão, após o pôr-do-sol.

Na sala de orações da mesquita, o chefe de Estado apelou à paz em todas as regiões do mundo, neste "momento de reflexão, de oração, de solidariedade", invocando o profeta Maomé e o Corão, e referiu-se expressamente à guerra na Ucrânia.

"Que o nosso pensamento e a nossa oração vão para todos quantos sofrem a guerra, a guerra na Ucrânia, tão dolorosa, tão difícil. Que a inspiração do supremo toque o secretário-geral das Nações Unidas na sua visita a Moscovo e a Kiev, para que se possa abrir um caminho para a paz", disse.

Marcelo Rebelo de Sousa pediu também que a felicidade de cada pessoa "possa ser construída com os outros e pelos outros" e agradeceu, em nome dos portugueses, "a paz que a comunidade islâmica tem construído em Portugal".

"Eu vos agradeço anos e anos e anos e anos de dedicação a Portugal. Bem hajam pelo passado, pelo presente e pelo futuro. Muito obrigado", reforçou o Presidente da República.

A Federação Russa lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia com invasão por forças terrestres e bombardeamentos.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, tem marcados encontros com o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, em Moscovo, na terça-feira, e com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em Kiev, na quinta-feira.

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou em 02 de março uma resolução a condenar a agressão russa contra a Ucrânia e apelar a um cessar-fogo efetivo e imediato, com 141 votos a favor, incluindo de Portugal, cinco votos contra e 35 abstenções.

ACOMPANHE AQUI TUDO SOBRE A GUERRA NA UCRÂNIA

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de