Marcelo diz que é preciso retirar "muitas consequências políticas" do caso Odemira

O Presidente da República defende que situações como a de Odemira não podem "depender de haver problemas de saúde que chamam à atenção para o facto".

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou esta terça-feira, em Caminha, que é preciso retirar "muitas consequências políticas" do caso dos imigrantes de Odemira.

"Em relação a Odemira, acho que tem de retirar muitas consequências políticas. Tem de se fiscalizar para saber como é por respeito à legalidade, tem de se apurar se há ou não uma situação que convida àquilo que são atuações criminais, tem de se pensar a sério no problema dos imigrantes que estão cá dentro, que trabalham", referiu.

Para Marcelo, "fala-se de inclusão mas a inclusão é muito relativa".

"Isto não pode depender de haver problemas de saúde que chamam à atenção para o facto", disse ainda o Presidente.

As autoridades já identificaram mais de 100 alojamentos para trabalhadores agrícolas no concelho de Odemira (Beja), onde vivem mais de 300 pessoas, em situação de sobrelotação ou insalubridade, segundo revelou o presidente da câmara.

As freguesias de Longueira-Almograve e São Teotónio, em Odemira, estão com cerca sanitária, desde 30 de abril, por causa da elevada incidência de Covid-19, sobretudo devido aos casos entre trabalhadores do setor agrícola, muitos deles imigrantes.

Na quinta-feira, em Conselho de Ministros, o Governo decidiu manter a cerca sanitária, mas com "condições específicas de acesso ao trabalho".

A entrada ou saída das freguesias para o "exercício de atividades profissionais" e para o "apoio a idosos, incapacitados ou dependentes e por razões de saúde ou por razões humanitárias" depende da apresentação de comprovativo de teste PCR negativo realizado nas 72 horas anteriores ou teste rápido antigénio negativo realizado nas 24 horas anteriores.

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