Marcelo e as eleições no PSD: sem exigência, "o aluno que tem melhores resultados baixa o nível"

Desafiado a escolher entre Luís Montenegro ou Jorge Moreira da Silva, Marcelo diz que "o partido sabe escolher e saberá escolher bem".

Para Marcelo Rebelo de Sousa, um "aluno que não compete" faz com que os melhores alunos baixem a exigência. A referência ao "bom aluno" cola com o Governo socialista, e em dia de eleições para eleger o novo líder do PSD, o Presidente da República volta a sublinhar que é preciso uma oposição forte para a democracia.

Numa visita ao banco alimentar conta a fome, em Lisboa, o Presidente da República ajudou na distribuição de massas e de conservas, admitiu que "todos os anos dá azeite, óleo e leite", mas não deixou de falar sobre política nacional, quando questionado pelos jornalistas.

"Quanto mais forte forem os partidos, na área do Governo ou na oposição, melhor para a democracia. Quanto mais forte for a oposição, maior a exigência ao Governo", disse.

E puxando pelos tempos em que foi professor universitário, Marcelo faz a comparação com o ambiente escolar, "quando há uma turma com um aluno muito bom e outros que não são competitivos".

"Normalmente, o aluno mais competitivo e que tem melhores resultados, baixa o nível de exigência", acrescentou.

Questionado sobre a escolha entre Luís Montenegro ou Jorge Moreira da Silva, o chefe de Estado deixa tudo nas mãos dos militantes, até porque tem a militância no PSD suspensa e não vai votar: "O partido sabe escolher e saberá escolher bem".

As eleições no PSD acontecem um dia depois da aprovação do Orçamento do Estado, e de António Costa ter admitido que se "virou a página da crise política". Marcelo Rebelo de Sousa ouviu as palavras do primeiro-ministro, e concorda.

"O objetivo para o arranque desta legislatura e da aprovação rápida do Orçamento, é ter o Orçamento a ser aplicado e o que motivou a crise política estar ultrapassado", explicou.

A maioria socialista aprovou cerca de 70 propostas da oposição, de alteração ao Orçamento, e Marcelo admite que há aí "abertura para o diálogo", como tem defendido o Governo. Antes a negociação "era sobre tudo, e agora é parcial".

"Significa que há alguma continuidade, apesar da maioria absoluta, entre a fase em que havia uma negociação sobre tudo e a fase em que há uma negociação parcial", defendeu.

Marcelo lembra que portugueses podem ajudar banco alimentar até 5 de junho

Durante o percurso que fez pelos armazéns do banco alimentar, Marcelo Rebelo de Sousa destacou que os portugueses continuam a ajudar, mesmo com a perda do poder de compra, por causa da inflação.

"Cerca de 400 mil pessoas de todo o país são ajudadas, através de 2500 instituições. As pessoas não podem, eventualmente, dar tão alto, mas dão mais baixo", afirmou.

O presidente lembra ainda que quem não conseguir ajudar este fim de semana, nas lojas físicas, tem ainda até 5 de junho, através da Internet, para apoiar o banco alimentar contra fome.

Máscaras? "Fica à responsabilidade de cada um"

Já sobre a sondagem da TSF, DN e JN, que revela que a maioria dos portugueses não concorda com a decisão do Governo em deixar cair a obrigatoriedade da máscara, Marcelo lembra que a decisão de usar proteção facial é de cada um.

"É uma questão em que os especialistas têm falado, em haver mais ou menos restrições. Estamos numa subida como houve em 2021 e 2022 e estamos a poucas semanas de atingir o pico. É uma realidade que se repete", afirmou.

O Presidente da República defende que a decisão tem de ser das autoridades de saúde, entre "voltar a exigir máscara em duas ou três semanas, ou deixar à responsabilidade de cada um".

"Esta é uma realidade que se multiplica, mas com efeitos menos graves do que noutras vagas. Fica à responsabilidade de cada um", atirou.

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