Marcelo na Madeira no segundo Dia de Portugal em pandemia

Marcelo Rebelo de Sousa prometeu que em 2021 as celebrações do Dia de Portugal iriam decorrer na Região Autónoma da Madeira, onde chegou na segunda-feira à noite.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai discursar esta quinta-feira na Madeira numa cerimónia militar comemorativa do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, data pela segunda vez assinalada em contexto de pandemia.

Nesta cerimónia, que terá lugar na Praça da Autonomia e na Avenida do Mar, no Funchal, a partir das 11h00, haverá uma homenagem aos mortos e irá também intervir a médica Carmo Caldeira, diretora do serviço de cirurgia do Hospital Dr. Nélio Mendonça, que o chefe de Estado escolheu para presidir à comissão organizadora destas comemorações, simbolicamente, tendo em conta a atual conjuntura.

Em 2020, face à evolução da pandemia da Covid-19, Marcelo Rebelo de Sousa cancelou as comemorações do 10 de Junho que estavam previstas para a Madeira e para a África do Sul e optou por assinalar a data com uma "cerimónia simbólica" no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, apenas com os dois oradores e seis convidados.

No discurso que fez nessa ocasião, o Presidente da República prestou homenagem aos "heróis da saúde" e apelou a que Portugal acordasse para a nova realidade resultante da pandemia e aproveitasse os próximos meses e anos como "uma oportunidade única para mudar o que é preciso mudar, com coragem e determinação".

Marcelo Rebelo de Sousa prometeu que em 2021 as celebrações do Dia de Portugal iriam decorrer na Região Autónoma da Madeira, onde chegou na segunda-feira à noite, com um programa intenso, que termina esta quinta-feira com a cerimónia militar comemorativa do 10 de Junho - a primeira do seu segundo mandato de cinco anos, iniciado a 9 de março passado.

Quando assumiu a chefia do Estado, em 2016, Marcelo Rebelo de Sousa lançou, em articulação com o primeiro-ministro, António Costa, e com a participação de ambos, um modelo inédito de duplas comemorações do 10 de Junho, primeiro em Portugal e depois junto de comunidades portuguesas no estrangeiro.

Em 2016 decorreram entre Lisboa e Paris, em 2017 entre o Porto e o Brasil, em 2018 entre os Açores e os Estados Unidos da América e em 2019 entre Portalegre e Cabo Verde.

Com este modelo - interrompido neste ano e no ano passado devido à pandemia de Covid-19 - o chefe de Estado e Comandante Supremo das Forças Armadas fazia dois discursos nesta data, um mais solene, de manhã, numa cerimónia militar em território português, e outro mais emotivo, ao fim do dia, perante emigrantes portugueses e lusodescendentes no estrangeiro - ou, como prefere dizer, no "território espiritual" da nação.

O Presidente da República não quis seguir a tradição de longas cerimónias de condecorações no Dia de Portugal, preferindo distinguir pontualmente militares ou personalidades da emigração portuguesa, e optou por discursos curtos, de cinco a dez minutos.

Nas quatro edições deste modelo, dedicou as suas intervenções sobretudo à exaltação do povo e de Portugal, duas das palavras que mais repetiu, falando numa pátria de caráter "universal", os elogios aos emigrantes nunca faltaram e tornou-se uma marca sua engrandecer Portugal e os portugueses proclamando-os "os melhores".

Em 2021, as comemorações do 10 de Junho iriam prosseguir em Bruxelas, junto dos portugueses residentes na Bélgica, coincidindo com o final da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, mas esse programa no estrangeiro acabou por ser cancelado devido à situação sanitária local.

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