Marcelo não estranha que ONU tenha sabido primeiro de investigação a militares

Chefe de Estado recordou a sua experiência nas visitas a militares destacados pelas Nações Unidas para explicar que tudo o que se passe no terreno "é do conhecimento inevitável" da organização.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, explicou esta sexta-feira não lhe causar estranheza que a Organização das Nações Unidas tenha sabido da investigação a militares portugueses no âmbito da Operação Miríade antes do próprio.

Questionado pelos jornalistas à margem do 32.º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, em Albufeira, sobre se acha estranho que a ONU tenha sido informada, mas o próprio não, Marcelo sublinha que já esteve com forças nacionais destacadas no estrangeiro e que "há uma presença das Nações Unidas no terreno". Assim, o que lá acontece, como "haver suspeitas e a abertura imediata de uma investigação, é do conhecimento inevitável da ONU", porque a força é desta organização e não de Portugal.

Sobre a diferença temporal entre o surgimento de suspeitas e a abertura da investigação, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu outras contas.

"Do que percebi, o que houve de imediato - e até louvei isso - foi que, havida a primeira suspeita, houve logo abertura da investigação a cargo da Polícia Judiciária Militar e depois da Polícia Judiciária", explicou. Logo, "não houve propriamente meses ou anos de espera entre uma coisa e outra".

O Presidente da República não quis, no entanto, adiantar mais explicações sobre o caso, não por "não se sentir em condições de intervir sobre essa matéria", como também porque "o processo vai avançando, como é público e notório, e tem características de natureza judicial".

Esta condição de investigação judicial faz valer, "para o Presidente da República, para a Assembleia da República, para a Comissão Parlamentar de Defesa, para o Conselho Superior de Defesa Nacional, o entendimento de que não faz sentido estar a haver uma análise e pronúncia sobre a matéria".

Em relação à comunicação entre Marcelo Rebelo de Sousa e o primeiro-ministro, António Costa - que não informou o Presidente da República do caso -, reforçou que o chefe de Governo já tornou público que "também não tinha conhecimento" das investigações.

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