Marcelo ouve Banco de Portugal, economistas, gestores e Governo sobre plano de recuperação

Chefe de Estado defende que a elaboração e aplicação do Plano de Recuperação e Resiliência é um "esforço conjunto de todos os portugueses".

O Presidente da República vai ouvir esta segunda-feira o governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, e depois, ao longo das próximas semanas, economistas, gestores e o próprio Governo, sobre o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

"A ideia é dar força àquilo que é uma tarefa coletiva, que do ponto de vista executivo compete ao Governo liderar, numa parte, com fundos do PRR, noutra parte com os fundos europeus anuais do quadro financeiro plurianual dos próximos anos, e depois o contributo de toda a sociedade portuguesa", declarou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, durante uma vista à Escola Básica Francisco de Arruda, em Lisboa.

Questionado se pretende influenciar o modo como as verbas europeias vão ser aplicadas, o chefe de Estado assinalou que "no dia 16 teremos o Governo, ele próprio, com o senhor ministro do Planeamento [Nelson de Souza] a encabeçar uma equipa que irá a Belém".

Essa equipa irá "expor, naturalmente, como é que o Governo, que é quem lidera esse processo, vê o processo, quando se aproxima o instante em que Portugal apresentará à Comissão Europeia a versão definitiva do PRR", enquadrou.

Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que está em causa "um esforço conjunto de todos os portugueses, como o combate à pandemia tem sido um esforço conjunto de todos os portugueses".

O conjunto de audiências que vai promover sobre esta matéria começará hoje, com o governador do Banco de Portugal, Mário Centeno.

"Depois irei receber, ao longo das próximas semanas, o autor do anteprojeto do plano nacional de recuperação e resiliência [António Costa e Silva], diretores das escolas de economia, economistas de várias escolas, de vários pensamentos. Depois, gestores, empresários, responsáveis do mundo do trabalho", acrescentou.

No dia em que se iniciou a segunda etapa do processo de desconfinamento do Governo e os alunos dos segundo e terceiro ciclos retomaram as aulas presenciais, Marcelo Rebelo de Sousa observou que esta reabertura progressiva significa também o início de "uma nova fase, que é a fase da reconstrução económica e social".

"Esta viragem significa que vamos agora olhar um bocadinho para aquilo que vai ser a vida do país nos próximos anos", afirmou, insistindo que "além de recuperar dos efeitos da pandemia", há que "reconstruir virando para o futuro a economia e a sociedade portuguesa".

"Vai ser o esforço deste ano, do ano que vem, dos anos seguintes", realçou.

Questionado sobre a notícia de que as medidas excecionais de apoio à economia e de resposta à covid-19 agravaram o défice em 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, o Presidente da República referiu que "todos os países do mundo e todos os países da Europa, em particular, tiveram de enfrentar a pandemia".

"E o enfrentar a pandemia significa, naturalmente, um esforço para todos: para o Estado, para as empresas, para o setor social, para todos os portugueses. E, portanto, é esse esforço que justifica olharmos para o futuro e apostarmos naquilo que vai ser a reconstrução económica e social do país", completou, sem fazer mais comentários sobre este assunto.

Em causa está um relatório da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), hoje divulgado, segundo o qual as medidas excecionais de apoio à economia e de resposta à covid-19 agravaram o saldo orçamental em 3.800 milhões de euros, 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2020 em contas nacionais.

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