Marcelo recorda Mário Mesquita: "A sua memória não passará"

Em entrevista à TSF, Presidente da República recorda o percurso académico, cívico e profissional de Mário Mesquita, que morreu esta sexta-feira aos 72 anos.

"Um jornalista de alma e coração", é assim que o Presidente da Republica descreve Mário Mesquita, jornalista, investigador, professor universitário, antigo diretor do Diário de Notícias e deputado constituinte.

Marcelo Rebelo de Sousa destaca "a memória do aluno", já que Mário Mesquita acabou por ser examinado pelo então Professor Marcelo.

O Presidente da República destaca a imagem de um homem "que se envolveu na política desde o tempo da ditadura", em Ponta Delgada mas, sobretudo, de alguém que se dedicou ao jornalismo de "alma e coração", primeiro dedicando-se como "ótimo profissional, depois como responsável por órgãos de comunicação social, mais tarde como jornalista, investigador, professor, e depois com cargos na ERC, ou seja, como alguém que intervém na regulação da comunicação social".

E isso tornou-o uma figura, pela "sua integridade, pela sua isenção, pela sua probidade, pelo seu militantismo, pela luta pela liberdade de imprensa antes da revolução, durante a revolução e depois da revolução, fez dele uma figura constante, com cargos de direção, inclusive no Diário de Notícias, onde foi diretor efetivo quase uma década".

Por fim, Marcelo Rebelo de Sousa recorda o deputado à Assembleia Constituinte, que era ainda "muito novinho". Uma vida parlamentar que durou pouco, porque Mário Mesquita era, sobretudo, "um militante no terreno pela liberdade, pela liberdade de imprensa e pela democracia".

Marcelo Rebelo de Sousa recorda Mário Mesquita com "amizade e saudade" e relata um encontro no início deste ano, em Belém, onde falaram "dos temas do costume: a situação económica e financeira da comunicação social, a sucessão de crises que afetam a comunicação social, porque era a necessidade da comunicação social para o reforço da democracia".

O Presidente da República diz ainda que "ele só não faz muita falta porque está muito presente naquilo fez e naquilo que deixou escrito. E portanto, a sua memória não passará".

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