Marisa Matias retoma campanha presidencial em defesa da descentralização

Depois do despiste à Covid-19, a candidata presidencial reservou o dia para fazer campanha nas ilhas. No Funchal, Madeira, reafirmou a necessidade de respostas à altura para os mais afetados pela pandemia e defendeu mais autonomia para o poder local.

A paragem imprevista já é passado. Marisa Matias está de regresso à campanha, na ilha Madeira. De manhã, a candidata encontrou-se com os autarcas do Funchal e de Santa Cruz. A candidata à presidência da república saiu de ambas as reuniões com a certeza que a pandemia destapou problemas estruturais do país. A autonomia do poder local, ou a falta dela, é um bom exemplo.

"Temos estado a assistir a mecanismos que põem em choque a descentralização com a autonomia. E isso não pode acontecer. Nós precisamos de rever o que está inscrito na lei e de fazê-lo corresponder ao que está inscrito na Constituição para que a autonomia e descentralização sejam uma realidade".

Em tempos de pandemia, o poder local, nas palavras de Marisa Matias ganhou ainda mais importância, para fazer face ao aumento da pobreza e das desigualdades, acentuadas pela Covid-19. Problemas que sublinham a urgência de mais poder de ação para o governo regional e as autarquias.

"No futuro, e agora no futuro muito próximo, se as questões da descentralização, se as questões da lei das transferências de financiamento para as regiões autónomas não forem revistas no sentido de serem postas em prática, como devem ser, e como devem estar consagradas, nós teremos problemas muito mais graves num território que já tem tanta pobreza e tanta desigualdade, como é a Região Autónoma da Madeira".

No Funchal, Marisa Matias defendeu, ainda, a importância de manter um elo de ligação político entre o continente e a ilha, ou seja, o cargo de Representante da Republica será para manter, se for eleita.

"Não tenho nada contra [a existência do cargo], e parece-me importante que a República esteja presente em todo o território nacional. A figura de Representante da República nas regiões autónomas não é por acaso, é porque é necessária".

Se esta é a maior crise das nossas vidas, como referiu no Funchal, Marisa Matias diz que as respostas do governo, em termos de apoio, têm de estar à altura. Questionada por que é que não tem um mandatário local, a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda respondeu que eles estão por todo o lado.

"Decidi fazer esta campanha com as pessoas que estão na linha da frente. São esses os meus mandatários e as minhas mandatárias em todo o território".

LEIA AQUI TUDO SOBRE A PANDEMIA DE COVID-19.

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