Marta Temido dá "alguma" razão a Medina, mas mantém confiança em equipa de Lisboa

A ministra da Saúde respondeu às críticas do autarca de Lisboa e pediu tempo para que os resultados comecem a aparecer.

Marta Temido reconhece que Fernando Medina tem razão em parte das críticas que dirige às autoridades de saúde quanto à situação da pandemia vivida neste momento em Lisboa, mas é assertiva quando se trata de manter a confiança na equipa que está a trabalhar no terreno. A ministra da Saúde diz não excluir o cenário de algumas alterações entre o conjunto de profissionais, mas prefere dar mais tempo para que as operações comecem a ver resultados.

Foi assim que a governante respondeu ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa, que, na segunda-feira à noite pediu responsabilidades pelo aumento de casos de Covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo, naquela que afirmou ser uma "nota direta a todos os responsáveis". Fernando Medina exigiu mudanças rápidas para resolver os erros que foram cometidos nas zonas vizinhas da capital do país.

Em entrevista à RTP, na última noite, Marta Temido lembrou que o trabalho não traz resultados imediatos. "É natural que, em momentos de pressão, em que as pessoas são postas a trabalhar com equipas que não conhecem e são levadas a expor as suas fragilidades - isso é absolutamente necessário para que depois o trabalho flua -, quem está de fora se surpreenda com alguns aspetos", considerou.

A ministra também assinalou o momento excecional que o país está a atravessar, em que o que a Saúde se encontra sob um escrutínio "que nenhum outro setor do Estado alguma vez sentiu". Mas, quanto à equipa especialmente selecionada para mitigar os surtos em Lisboa, Marta Temido garantiu: "Mantêm a minha confiança, mantêm a confiança técnica da Direção-Geral da Saúde, que, por sua vez, mantém a minha confiança."

"Se houver necessidade de fazer alterações, elas serão feitas, mas também temos que dar tempo para que a evolução aconteça", disse ainda. Agora, segundo a ministra, é tempo de "cada um dos elos tentar perceber o que não está bem - e o senhor presidente da Câmara de Lisboa entendeu fazê-lo desta forma, e terá razão em muitos dos aspetos -, mas agora temos é de continuar a trabalhar e a construir".

Na tarde de quarta-feira, durante a conferência habitual da Direção-Geral da Saúde, Graça Freitas escusou-se a comentar as declarações do autarca de Lisboa.

Fernando Medina foi, entretanto, chamado de urgência ao Parlamento, por iniciativa do CDS. Na condição de presidente da Área Metropolitana de Lisboa, Medina tratará de esclarecer quanto à coordenação acordada para a gestão da pandemia na região. Os centristas querem ainda ouvir Duarte Cordeiro, secretário de Estado que articula o combate à pandemia em Lisboa e Vale do Tejo.

O presidente da Câmara de Lisboa esclareceu na quarta-feira que os seus reparos à atuação das autoridades de saúde no combate à Covid-19 visaram especificamente e de forma circunscrita as chefias regionais e a equipa que está no terreno na Grande Lisboa.

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