Marta Temido pede "responsabilidade" de todos após reunião com administradores hospitalares

Presidente da recém criada comissão de acompanhamento do serviço de urgência de obstetrícia e ginecologia também participou na conversa para tentar resolver a crise nas urgências.

A ministra da Saúde esteve reunida, esta sexta-feira, com os administradores hospitalares da região de Lisboa e Vale do Tejo. Foram 16 administradores, sendo que a grande maioria representa hospitais que têm maternidades.

À conversa foi também chamado o presidente da recém criada comissão de acompanhamento do serviço de urgência de obstetrícia e ginecologia, que Marta Temido anunciou na quarta-feira como uma das medidas para tentar resolver a crise nas urgências. À saída do encontro, a ministra revelou que esteve a tratar de dar tranquilidade à população e aos médicos.

"Estive a articular com o presidente da comissão o trabalho que temos de realizar nos próximos dias. É um trabalho de apoio, em termos de medidas e meios, àquilo que a comissão for definindo como necessário para que a resposta seja garantida, apesar dos constrangimentos que são conhecidos", revelou Marta Temido.

A ministra da Saúde pede responsabilidade e um esforço suplementar por parte de todos porque a situação é séria.

"Temos aqui uma situação que é, obviamente, difícil e exige esforço adicional da parte dos intervenientes. Da parte do Governo exige a disponibilização de meios e é nisso que temos estado a trabalhar para, com as estruturas sindicais, também responder àquilo que vem sendo reivindicado pelos profissionais de saúde no sentido de diminuir as assimetrias entre fórmulas de remuneração no serviço de urgência externa. Também há um esforço de reorganização da própria rede de respostas para melhor articulação e comunicação com a população. Cada uma destas entidades tem a sua linha de responsabilidade: há uma linha operacional, uma institucional e regional", acrescentou a ministra da Saúde.

Nos últimos dias têm-se sucedido os encerramentos das Urgências de Ginecologia e Obstetrícia um pouco por todo o país, por dificuldades em assegurar escalas, situação que se verifica desde as 21h00 de terça-feira na unidade de Portimão do CHUA e se vai prolongar até às 09h00 de segunda-feira.

No entanto, segundo as enfermeiras, o fecho de Portimão não é maior problema, uma vez que se trata de uma situação que já é recorrente, tendo, até, começado a ser habitual as grávidas de Portimão dirigirem-se em transporte próprio para Faro.

Na ocasião, Nuno Manjua, dirigente regional do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), disse já ter sido enviada uma carta a solicitar uma reunião com a ministra da Saúde, Marta Temido, para expor o problema e pedir a contratação de mais enfermeiros.

"Se não for encontrada uma solução, vão ter de ser encerrados alguns postos de trabalho, como a sala operatória de cesarianas", alertou, considerando "lamentável" que o plano de contingência apresentado por Marta Temido na segunda-feira abranja apenas os médicos.

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