Médicos e enfermeiros acusam ministra da Saúde de eleitoralismo

Marta Temido disse este sábado à Lusa que defende melhores compensações para os profissionais que trabalham nas urgências. Médicos e Enfermeiros dizem que as declarações surgem neste momento para captar mais votos.

O Sindicato Democrático dos Enfermeiros e o Sindicato Independente dos Médicos estranham a altura escolhida pela ministra da Saúde para dizer que defende melhores compensações para os profissionais que trabalham nas urgências. As declarações de Marta Temido, em entrevista à Lusa este sábado, são para os sindicalistas uma manobra para arrecadar mais votos nas legislativas.

Carlos Ramalho, do Sindicato Democrático dos Enfermeiros, sublinha que está "totalmente de acordo" com a opinião de Marta Temido. No entanto, não consegue compreender "porque é que surge numa altura de campanha eleitoral uma proposta dessas".

"Só podemos associar isso ao eleitoralismo", sublinha Carlos Ramalho.

O representante dos enfermeiros garante que vai cobrar mais tarde ao Governo estas declarações de Marta Temido: "Vamos registar estas declarações da senhora ministra para memória futura e não vamos esquecer de voltar a confrontar o Governo com estas afirmações".

Do lado dos médicos, a opinião é semelhante. Roque da Cunha ironiza que "parece que [Marta Temido] descobriu a pólvora".

"São situações que nós andamos a defender há vários anos, que são evidentes, que toda a gente sabe que são verdadeiras, mas parece que apareceu agora, que descobriu agora o Serviço Nacional de Saúde. O SNS existe há 40 anos, os constrangimentos são conhecidos, a falta de investimento que ocorreu nestes últimos anos é perfeitamente evidente", remata.

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