"Há todas as razões para confiar" nas vacinas escolhidas. Restrições até 7 de janeiro apresentadas no sábado

No final da reunião desta quinta-feira no Infarmed, António Costa alertou que o primeiro mês de 2021 vai ser de risco. No próximo sábado são dadas a conhecer as medidas de restrição que estarão em vigor até 7 de janeiro.

O primeiro-ministro afirmou esta quinta-feira que as medidas adotadas em Portugal estão a produzir resultados, havendo uma trajetória descendente de novos casos de Covid-19, mas advertiu que janeiro é mês de risco e as restrições não podem ser aliviadas. A Agência Europeia do Medicamento ainda tem de dar luz verde às vacinas a distribuir pela Europa, mas Costa adianta desde já que há "todas as razões para confiar.

Estas posições foram transmitidas aos jornalistas por António Costa no final de mais uma reunião no Infarmed, em Lisboa, sobre a evolução da situação epidemiológica em Portugal, na qual esteve presente o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, assim como representantes de partidos com representação parlamentar.

"Foi uma reunião muito rica em informação e ficou claro que as medidas adotadas têm estado a produzir resultados, mas não podemos ainda aliviá-las", declarou o primeiro-ministro, advertindo que o início de janeiro é um período de risco em termos de um eventual aumento de contágios.

De acordo António Costa, no país em geral e, em particular, na região Norte, "há uma clara indicação de que se terá dobrado o pico da segunda vaga e que se entrou na fase descendente, quer em número de novos contágios, quer no que respeita a internamentos".

Apesar de identificar resultados positivos, o líder do executivo considerou, porém, que "é essencial consolidar este processo" e, como tal, "não se pode aliviara situação", tendo em vista que seja possível que "a dinâmica descendente prossiga e se chegue ao período de Natal com a situação devidamente controlada".

"Como todos antecipam, necessariamente no início de janeiro e fevereiro, teremos riscos acrescidos, seja pelas questões de temperatura, seja pelo convício natalício, seja ainda pela confluência com outras doenças, como a gripe. Portanto, estamos no bom caminho, mas é necessário prosseguir esse caminho para podermos controlar e consolidar esta situação", acrescentou.

"Todas as razões" para confiar na Agência Europeia do Medicamento

Sobre as vacinas, António Costa reforça que ainda são necessárias autorizações por parte da Agência Europeia do Medicamento, mas adianta desde já que "há todas as razões para confiar" naquela agência.

"Apesar de ter sido possível encurtar o tempo, não se facilitou na exigência e no rigor do processo de apreciação e, portanto, as vacinas que vierem a ser validadas pela Agência Europeia do Medicamento merecem toda a sua confiança quanto à sua eficácia, quanto aos efeitos adversos que possam produzir e quanto à durabilidade da imunidade. Portanto, neste momento, há todas as razões para podermos confiar no trabalho que está a ser desenvolvido pela Agência Europeia do Medicamento e na eficácia das vacinas que vierem a ser aprovadas", declarou o primeiro-ministro.

De acordo com António Costa, a Agência Europeia do Medicamento vai reunir-se no próximo dia 29 para apreciar o primeiro pedido de licenciamento e, no início de janeiro, irá apreciar um segundo pedido de licenciamento, havendo ainda outras duas solicitações que se encontram numa fase um pouco mais atrasada, embora se encontrem já em apreciação nesta entidade europeia.

"Seguramente nas próximas semanas vai haver grande debate público sobre as vacinas. Vão começar a ser divulgados "dossiers" técnicos disponibilizados pelas empresas relativamente aos processos das vacinas. Vamos acompanhar esse debatem, mas confiando nas instituições oficiais que têm a competência técnica para o licenciamento das vacinas", acrescentou.

Ministros vão definir medidas em vigor até 7 de janeiro

O Conselho de Ministros vai definir as medidas de combate à pandemia que vão vigorar para a próxima quinzena e em "todo o período até 7 de janeiro".

"Haverá um projeto de decreto de estado de emergência que será hoje apreciado em Conselho de Ministros, sendo amanhã [na sexta-feira] objeto de discussão e de eventual autorização na Assembleia da República. Em função disso, o Conselho de Ministros definirá o conjunto das medidas para vigorar no período da próxima quinzena e desde já indicativamente para todo o período até 07 de janeiro. É fundamental termos a perspetiva de um horizonte mais alargado", justificou o líder do executivo.

Neste ponto, António Costa observou que, tecnicamente, do ponto de vista jurídico, o estado de emergência só tem validade de 15 dias.

"De 15 em 15 dias é necessária uma nova iniciativa do Presidente da República, um novo parecer do Governo e uma nova autorização da Assembleia da República, mas é fundamental as pessoas saberem como se poderão organizar daqui até 06 e 07 de janeiro. Tecnicamente está resolvida essa situação", frisou o primeiro-ministro.

De acordo com António Costa, em função das diligências do Presidente da República, do debate da Assembleia da República e da apreciação pelo Conselho de Ministros, o seu executivo apresentará neste sábado o programa de medidas que vigorarão até 07 de janeiro.

LEIA AQUI TUDO SOBRE O NOVO CORONAVÍRUS

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de