Medina diz que comportamento de Sócrates é "facto da maior gravidade e singularidade"

Autarca socialista de Lisboa fala de um "rompimento de laços de confiança" na vida democrática nacional.

O presidente da câmara municipal de Lisboa rompeu o que parece ser um pacto de silêncio no Partido Socialista sobre José Sócrates e a Operação Marquês. Esta noite, na TVI24, o autarca atacou, sem meias palavras, o comportamento do ex-primeiro-ministro enquanto autor de "crimes no exercício de funções", como depreende da leitura da decisão instrutória pelo juiz Ivo Rosa.

"O que aconteceu é um facto da maior gravidade e singularidade", assinalou Medina, que sublinhou que esta é a "primeira vez na história conhecida que teremos em julgamento, por um crime no exercício de funções, um ex-primeiro-ministro".

A moldura penal é "significativa, de cerca de 12 anos", e o autarca de Lisboa sublinha que este é o "facto mais importante e fundador de um profundo sentimento de desconfiança e descrença na sociedade portuguesa e na relação entre eleitores e eleito".

Fernando Medina apontou também "a suprema responsabilidade e o supremo privilégio, por ser depositário da esperança e confiança de um país", de todos os primeiros-ministros.

O autarca socialista acrescenta ainda que "é evidente que há um rompimento de laços de confiança" quando um ex-primeiro-ministro "recebeu avultadas quantias financeiras, que não resultavam de fortuna pessoal familiar, sem qualquer justificação aparente, que o próprio não dá e entendeu não dar durante todos estes anos".

Este é um ato, defende, "que marca de forma profundamente negativa o sentimento de bem-estar e confiança na sociedade portuguesa".

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