Mera "fumaça". Carlos César diz que conflitos no Governo são efabulação

De acordo com o dirigente socialista, este é um "enredo artificial e sem consequências", já que "nunca nenhum Governo se geriu" sem estar subordinado às Finanças. Carlos César admite que haja conflitos internos, que são naturais na preparação do OE.

Carlos César desmentiu que haja um contencioso no Governo, na sequência de terem surgido notícias de que o Ministério da Administração Interna estaria descontente com a atribuição de verbas a esta pasta por parte das Finanças, regida por Centeno.

Ouvido por Anselmo Crespo em "Almoços Grátis", da TSF, o presidente do Partido Socialista disse não crer que se tratasse de "fogo", mas de mera "fumaça".

"Há alguma fumaça", disse mesmo, ao mesmo tempo que criticou a exagerada "efabulação em torno dos conflitos internos". De acordo com o dirigente socialista, este é um "enredo artificial e sem consequências", já que "nunca nenhum Governo se geriu" sem estar subordinado ao Ministério das Finanças.

Carlos César resolve a polémica ao esclarecer que compete ao primeiro-ministro "ver onde serão concentradas as verbas e recursos", mas admitindo que "todos os ministros gostariam de ter mais verbas", o que considera ser "natural".

"Não sei quem as coloca na comunicação social [informações sobre divergências], nem sei se têm origem no MAI", referiu o presidente do Partido Socialista, que aponta estes desabafos como um fator decorrente de um "processo normal que tipifica os trabalhos preparatórios de um OE".

De acordo com Carlos César, o "primeiro-ministro já definiu prioridades - forças de segurança, pensões, defesa, funcionários públicos - e disse de forma clara que tinha de haver um reforço de verbas para o SNS".

David Justino respondeu às declarações do presidente do Partido Socialista: "Depois de ouvir Carlos César, todos somos Mário Centeno. Eu não acredito."

Para Carlos César, no entanto, é mais correto dizer agora: "Somos todos Governo." O vice-presidente do PSD responde que "poucos são Centeno, mas todos são Governo". Apesar de compreender que "arrufos" fazem parte do processo de negociação entre ministérios, como testemunhou aquando dos fogos de 2003, David Justino assinala que "a novidade é o conflito sair cá para fora", o que revela uma "falta de solidariedade" dentro do Governo.

"Já não têm coragem de dizer que todos são Centeno, o que é uma alteração significativa", nota o vice-presidente social-democrata.

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